Wal-Mart processa Visa por práticas inseguras com cartões

Por Redação | 11 de Maio de 2016 às 10h45
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Ao contrário do que acontece no Brasil, o uso de cartões com chips ainda não é generalizado. E isso, agora, está levando a uma batalha judicial entre Wal-Mart e Visa, com a rede de supermercados acusando a operadora de cartões de não investir em tecnologia e na segurança dos clientes ao continuar privilegiando o uso de tarjas magnéticas e assinaturas.

Na ação, o Wal-Mart acusa a Visa de tentar alavancar suas margens de lucro em detrimento da proteção das informações pessoais dos clientes. Como as taxas são mais baixas no caso de operações no débito, a operadora estaria evitando atualizar as máquinas para o sistema de chips, o que exigiria um investimento em tecnologia e substituição de equipamentos, preferindo jogar o ônus da verificação e dos eventuais problemas nas costas dos supermercados.

A ideia, aqui, é que, em caso de fraude, seria o Wal-Mart, e não a Visa, o responsabilizado, tendo de arcar com estornos e indenizações para os clientes afetados. Além disso, a os supermercados afirmam que a operadora já tem estudos confirmando que o uso de chips e senhas é mais seguro – além de amplamente utilizado por eles mesma em outros países do mundo. Sendo assim, não há motivos para que os Estados Unidos e, principalmente, a rede, uma das maiores do país, ainda estejam utilizando métodos arcaicos e com alto risco de problemas.

Além disso, o Wal-Mart derruba uma das principais alegações da Visa para não investir na instalação das novas máquinas, a de que uma mudança brusca e geral traria dificuldades para os consumidores. Na visão da rede de supermercados, o conceito de chips e senhas já é bastante comum e semelhante ao que é usado em caixas eletrônicos para sacar dinheiro. Sendo assim, seria necessária pouca ou nenhuma adaptação para que o método passe a funcionar também no pagamento de mercadorias.

O processo está em andamento na corte de Nova Iorque. A Visa, entretanto, não se pronunciou, apesar de já ter recebido notificação sobre a ação judicial. Não existe prazo previsto para julgamento.

Fonte: CNBC

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