Tim Cook faz apelo por regulamentações sobre privacidade de dados

Por Jessica Pinheiro | 26 de Março de 2018 às 09h23
Divulgação

Após o escândalo envolvendo o vazamento de informações de mais de 50 milhões de usuários do Facebook, a rede social de Mark Zuckerberg vem respondendo a processos e quedas no valor de suas ações que, atualmente, chegam a 14%, segundo relatórios. O caso também está sendo investigado pelas autoridades, e, como se tudo isso não bastasse, Tim Cook, o presidente executivo da Apple, pediu por regulamentações de privacidade mais rígidas.

A ideia é que sejam criadas regulamentações mais elaboradas, que evitem que as informações dos internautas sejam compiladas e aplicadas de variadas formas sem seu consentimento. O pedido do CEO da empresa da maçã foi feito em uma sessão sobre desigualdade global no Fórum Anual de Desenvolvimento da China, em Pequim, no último sábado (24).

Após ser questionado a respeito do uso de dados e se eles deveriam ser restritos devido ao incidente com o Facebook, Cook se manteve imparcial, mas sugeriu as mudanças comentando que achou a situação verdadeiramente necessária para que fosse criada uma regulamentação bem elaborada. O CEO da Apple ainda acrescenta que, para ele, a “capacidade de qualquer pessoa de saber” no que o outro usuário está navegando na internet ou o que anda pesquisando, quem são seus contatos, preferências relacionadas ao que gosta ou o que não gosta, “e todos os detalhes íntimos de sua vida” é algo que “não deveria existir”.

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De acordo com o chefão da Apple, já tem muito tempo que sua companhia teme que as pessoas estejam fornecendo informações pessoais sem saberem de que forma elas serão usadas. “Estivemos preocupados há muitos anos com [o fato de que] as pessoas, em muitos países, estarem fornecendo dados sem conhecimento algum de seu real propósito, e que esses perfis estavam sendo construídos [com base na coleta], o que culminaria com as pessoas ficando incrivelmente ofendidas com o que foi feito sem que elas soubessem”, acrescentou. “Infelizmente, essa previsão aconteceu de verdade, mais de uma vez”.

Os comentários de Cook aumentarão a pressão sobre o Facebook e outras empresas de tecnologia que dependem das enormes quantidades de informações reunidas a partir dos perfis de bilhões de pessoas para alimentar seus produtos, serviços e vendas. Além das respostas do executivo, até o momento o cofundador do WhatsApp, Brian Acton, também pediu para as pessoas se unirem ao movimento #DeleteFacebook, e até mesmo Elon Musk deletou as páginas da Tesla e SpaceX da rede social após um desafio proposto por usuários do Twitter.

Mark Zuckerberg já se pronunciou a respeito, pedindo desculpas tardias pelo descontrole sobre as informações de seus clientes coletadas pela Cambridge Analytica. “Nós temos a responsabilidade de proteger suas informações pessoais, e só nós não conseguimos seguir isso, então não merecemos servir a vocês. Eu tenho trabalhado para entender exatamente o que ocorreu e como garantir que isso não aconterá novamente”, disse Zuckerberg em seu comunicado oficial.

Fonte: Bloomberg

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