Tim Cook defende acordo e diz que Google é o melhor motor de buscas

Por Felipe Demartini | 19 de Novembro de 2018 às 12h34
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O presidente executivo da Apple, Tim Cook, defendeu seu acordo com a Google para disponibilização da ferramenta de buscas da companhia como padrão no navegador Safari. De acordo com ele, grande partidário da privacidade de seus usuários e crítico de empresas que vacilam nesse ensejo, a ideia da parceria é garantir a disponibilidade do melhor motor de buscas da atualidade para seus clientes, mas isso não significa que o sigilo deles está em risco.

Muito pelo contrário, afirma o executivo. De acordo com Cook, ao mesmo tempo em que a ferramenta mais utilizada do momento está disponível de maneira fácil no navegador Safari, o browser e o iOS também possuem mecanismos de segurança e privacidade ativos para proteger a integridade dos dados. Essa combinação seria, segundo ele, o melhor de dois mundos.

Em entrevista ao programa de tecnologia Axios, da HBO americana, Cook citou algumas destas funcionalidades voltadas à proteção de dados, como a prevenção do rastreamento dos usuários fora dos serviços da Google ou a opção de navegação privada, que permite o uso do motor de buscas sem que informações sejam coletadas ou o histórico, registrado. O executivo admite que nada é perfeito e que sempre existe onde melhorar, mas que suas ferramentas são as mais apropriadas para quem deseja usar o serviço da gigante sem se preocupar com a própria segurança.

Ao falar sobre o assunto, Cook citou o fato de a Apple não restringir as opções dos usuários nem obrigá-los a utilizar uma solução específica. É possível, por exemplo, modificar o mecanismo de busca padrão do sistema ou usar navegadores anônimos, sem o contrato relacionado ao motor de pesquisas. Além disso, é claro, todas as opções de assistência de voz e telemetria podem ser desativadas peplas configurações do iOS, entregando o controle total na mão dos utilizadores.

Os termos específicos do acordo entre Google e Apple são desconhecidos, mas informações extraoficiais indicam que a Maçã estaria lucrando de US$ 3 a US$ 9 bilhões por ano como parte do contrato. Com a assinatura, a ferramenta de buscas se tornou o mecanismo padrão para pesquisas realizadas não apenas pelo navegador Safari, mas também pelas buscas no próprio aparelho ou aquelas realizadas pela assistente pessoal Siri.

Apesar de elogiar a segurança de suas próprias aplicações e a qualidade das pesquisas da Google, ele voltou a defender uma regulamentação governamental sobre a privacidade dos usuários. Na entrevista, Cook afirmou permanecer um defensor do livre mercado, como sempre, mas também alguém que consegue perceber quando essa liberdade não funciona e algum tipo de direcionamento é necessário.

Para o CEO da Apple, a entrada do governo americano em questões relacionadas à privacidade e controle no uso de dados dos usuários é inevitável e deve acontecer em breve. Ele voltou a criticar serviços que transformam seus utilizadores em moeda de troca, desta vez sem citar nomes, e afirmou que certas empresas possuem grandes complexos industriais dedicados exclusivamente ao tratamento de informações desse tipo, exigindo atenção e regulamentação governamental.

Fonte: Axios

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