Site de torrent avisa: o CloudFlare não é tão seguro quanto você pensa

Por Redação | 30 de Junho de 2015 às 14h17

Por muito tempo, o CloudFlare foi visto como o oásis para os sites piratas ou que vivem ultrapassando as barreiras da legalidade. Ao funcionar como um escudo contra ataques e outras ameaças, o serviço também protegia IPs e servidores originais, exibindo para os usuários uma reprodução das páginas a partir de seus próprios servidores. Isso tudo tornaria o rastreamento e localização dos responsáveis mais difícil, não fosse uma política da própria plataforma.

Como descobriu, da pior forma possível, o Sparvar, um dos principais serviços de torrent da Suécia, o CloudFlare não hesita em compartilhar as informações originais dos sites hospedados consigo para as autoridades, caso receba pedidos ou notificações para fazer isso. Isso seria perfeitamente normal, não fosse a facilidade de se obter tais informações, já que a empresa não exigiria nem mesmo uma ordem judicial para isso.

Os responsáveis pelo Sparvar teriam recebido tais informações anonimamente e na forma de uma troca de emails entre o CloudFlare e Henrik Pontén, um dos principais advogados da Rights Alliance, uma das diversas organizações que representam os direitos de detentores de copyright. Na comunicação, o que se vê é a empresa de redirecionamento entregando os dados do site de torrent após apenas uma mensagem, revelando o IP da conexão original e também os servidores originais do site em questão.

Com tudo isso, o Sparvar emitiu um alerta: o CloudFlare não traz nada próximo da proteção que todos imaginavam. Solicitações desse tipo sempre acontecem, assim como as infames notificações judiciais, mas o que motivou a denúncia foi a facilidade com a qual a plataforma entregou as informações, sem a necessidade de ordens oficiais. Por isso, pediu que os responsáveis por fóruns anônimos e outros serviços de torrent, por exemplo, repensassem o uso da solução.

Como resultado da denúncia, o Sparvar foi retirado do ar sem previsão de retorno, mas os administradores do tracker afirmam que nenhum dado de usuários foi acessado. O CloudFlare, também, teria sido responsável por retirar do ar o clone do Grooveshark, colocado no ar pouco após o fim repentino da plataforma, tudo a pedido dos detentores de direitos autorais.

O CloudFlare não respondeu especificamente sobre o assunto, mas em seus termos de uso, afirma que pode realizar investigações internas e acessar os dados originais dos sites hospedados caso exista necessidade. Por outro lado, a empresa afirma também que, no caso de entrega de dados para terceiros, informaria também o responsável original pelo site, algo que não teria acontecido no caso do Sparvar.

Fonte: TorrentFreak

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