Rússia está construindo um bombardeiro nuclear espacial

Por Redação | 17.07.2016 às 20:40
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Na segunda metade do século XX, Estados Unidos e União Soviética estavam em uma disputa que ficou conhecida como corrida espacial. Ambos buscavam supremacia na exploração e desenvolvimento no espaço.

Agora em 2016, os EUA e a Rússia parecem estar em uma corrida parecida. Depois do lançamento em maio do ano passado de uma nave espacial não tripulada da Força Aérea americana intitulada X-37B, agora a Rússia disse estar construindo uma nave semelhante que pode disparar armas em qualquer lugar da Terra em um intervalo de duas horas.

Naves espaciais não são a maior novidade em si, visto que diversas empresas e governos têm investido em naves que possam orbitar a Terra e retornar em segurança. Mas a versão Russa de nave espacial contém um diferencial: bombas nucleares. Além de ser uma grave violação da Lei Internacional, é um movimento ruim politicamente falando, visto que o país havia acusado os Estados Unidos de armar o X-37B e enviá-lo ao espaço.

Ter uma nave desse tipo em órbita pode desestabilizar a relação de forças que há entre Estados Unidos e Rússia, e o Pentágono pode acabar liberando seu próprio bombardeiro espacial. Ou seja, uma corrida espacial atômica.

O tenente-coronel Aleksei Solodovnikov, um instrutor de foguete baseado na Russian Strategic Missile Forces Academy, em St. Petesburgo, e que está supervisionando o projeto, disse que ele deve estar pronto até 2020. Não há informações de quanto custou a empreitada.

"A ideia é que o bombardeiro decole de um aeroporto de origem comum para patrulhar o espaço aéreo Russo (...) Sob comando, ele atacará um alvo com ogivas nucleares e então retornará à Terra" disse Solodovnikov, segundo o site de notícias estatal Sputnik. O coronel aponta que a nave poderá acertar qualquer alvo na Terra em apenas duas horas não importa o quão distante esteja.

Para alcançar a órbita é necessário passar por diferentes fases, primeiro ficando no ar por uma pista, depois ascendendo em uma velocidade maior até alcançar uma alta velocidade que o impulsione até a órbita. Mas, para que isso aconteça é necessário um chamado "motor de ciclo combinado", que mistura a eficiência de um turbofan de ar e o poder de um foguete. Só que eles são difíceis de serem montados, e a força militar americana vem trabalhando há anos sem grandes resultados. No entanto, um oficial russo garantiu que o país já conseguiu dominar a tecnologia.

Fontes: The Daily Beast, SlashDot