Rússia e EUA podem se unir para evitar ataques hackers às eleições de 2018

Por Redação | 10 de Julho de 2017 às 12h33

O serviço de inteligência dos Estados Unidos afirma que as eleições presidenciais do ano passado sofreram influência de hackers russos. Diante disso, a votação do ano que vem, na Rússia, pode acabar sofrendo com invasões do mesmo tipo. Em um cenário hipotético, eleitores poderiam descobrir que seus nomes não estão mais nas listas, milhares de máquinas de votação acabariam funcionando de forma errada e sem registrar os números adequadamente. Os resultados também poderiam ser distorcidos.

Claro que uma situação dessas seria um verdadeiro pesadelo, mas especialistas em segurança nacional e segurança cibernética têm advertido que essa é uma possibilidade real, a não ser que medidas sejam tomadas para proteger rapidamente a infraestrutura das eleições na Rússia. Diante das previsões, o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente norte-americano, Donald Trump, discutiram sobre segurança para criar o que Trump chamou de "unidade de cibersegurança impenetrável".

De acordo com as informações, a conversa durou 40 minutos e teve como objetivo chegar a um acordo para impedir ataques hackers nas próximas eleições. Apesar disso, Svetlana Lukash, representante do governo russo, disse nesta segunda-feira (10) que Donald Trump não está pronto para trabalhar em conjunto. No último domingo (09), Trump acabou voltando atrás, dizendo que ele não acreditava que seria possível uma parceria com a Rússia, provavelmente por conta das críticas por parte dos republicanos, que dizem que Moscou não é confiável.

Para quem não lembra, o presidente dos Estados Unidos pediu reaproximação com os russos durante sua campanha, mas, por enquanto, a possibilidade ainda é mínima. Na verdade, seu governo tem sido fortemente marcado por uma série de investigações por conta de suspeitas de que houve interferência da Rússia em sua campanha. Segundo Trump, Putin foi pressionado sobre o assunto e negou veementemente a participação do governo russo nas eleições norte-americanas do ano passado. Para Donald Trump, os russos podem ter hackeado os e-mails do Comitê Nacional Democrata e os funcionários de Hillary Clinton, mas outros países também podem estar envolvidos.

Com informações de Vice e O Globo