Roubo de redes WiFi é uma preocupação constante para 68 milhões de brasileiros

Por Ramon de Souza | 17 de Agosto de 2020 às 21h30
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Que atire a primeira pedra quem nunca se perguntou se algum terceiro está usando indevidamente a sua rede WiFi. Um levantamento realizado pelo dfndr lab, o laboratório de segurança da informação da PSafe, estimou que, dos 166 milhões de brasileiros que possuem acesso à internet, pelo menos 68 milhões já suspeitaram de que alguém estava se conectando ao seu hotspot sem autorização, o que representa 41% dos respondentes.

Curioso mesmo é motivo que origina tais suspeitas: em 82% dos casos, é a lentidão excessiva na conexão que faz surgir aquela pulga atrás da orelha. Em segundo lugar, com 21%, está o fato de que a luz do roteador estaria piscando mais do que o habitual, e, para 15% dos entrevistados, a preocupação advém do compartilhamento da senha da rede com pessoas de fora do círculo familiar.

Para Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, a preocupação é válida, visto que a invasão de redes sem fio é uma prática popular entre os criminosos cibernéticos. “Dentre os perigos mais comuns estão o roubo de dados pessoais, roubo de informações confidenciais, vazamentos de credenciais e senhas, golpes de phishing, alteração do roteador, infecção dos dispositivos conectados e sequestros da banda larga”, explica.

Com a popularização do teletrabalho, os riscos aumentam exponencialmente. “Cientes de que diversas empresas adotaram o modelo de trabalho remoto durante a pandemia, cibercriminosos têm criado golpes com foco em trabalhadores em home-office. Isso porque os ataques bem-sucedidos a funcionários têm um potencial lucrativo maior aos cibercriminosos, uma vez que o vazamento de dados corporativos pode causar prejuízos milionários às empresas, além da exposição de dados pessoais do próprio atacado”, explica.

Apesar da preocupação ser uma unanimidade, 57% dos respondentes confessaram não utilizar qualquer método para proteger sua rede WiFi; dos 26% que usam alguma proteção, 75% se limitam a usar uma senha forte e 27% evitam compartilhar a senha com terceiros. Obviamente, tais medidas ajudam, mas não dispensam a adoção de softwares de seguranças que possam indicar um criminoso utilizando sua rede indevidamente.

Fonte: dfndr lab

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