Roubo de dados pessoais cai em 41% no primeiro semestre de 2015

Por Redação | 11.09.2015 às 08:43

O número roubado de arquivos com informações pessoais e individuais de usuários vítimas de cibercriminosos caiu 41% na primeira metade de 2015 em comparação com o mesmo período do ano passado. A boa notícia foi constatada em um relatório divulgado pela Gemalto.

Porém, o levantamento também traz uma notícia não muito animadora: o número de invasões a bancos de dados para roubo de informações cresceu cerca de 10% no mesmo período, sendo 888 ataques a empresas, comprometendo 246 milhões de registros.

Jason Hart, vice-presidente e CTO da Gemalto, diz que o roubo de identidade continua sendo o principal motivo para esse tipo de ataque. O fato responde por 472 invasões, equivalente a 53% do total de ataques, que comprometeram 75% do total de dados. O número é um pouco menor que o de 2014, que registrou 474 ataques, mas significativamente maior do que o de 2013, que contou com 396 ataques no primeiro semestre.

O segundo motivo dos ataques, de acordo com Hart, é o acesso a dados financeiros. Na primeira metade de 2015 foram 197 ataques, contra 119 no mesmo período de 2014 e 97 no primeiro semestre de 2013.

Em 2015, o maior ataque até então foi através de uma brecha de segurança da Anthem Insurance, empresa de seguros. A invasão expôs 79 milhões de registros de dados pessoais. Os outros ataques foram referentes a roubos de dados do departamento de RH do governo dos Estados Unidos, além dos 50 milhões de dados do Departamento de Gestão de População e Cidadania da Turquia e mais 20 milhões de registros comprometidos na russa TopFace.

Ainda de acordo com o relatório, 62% das perdas de dados aconteceram por cibercriminosos de fora da empresa, 22% culpam perdas acidentais da parte dos funcionários e 12% foram ataques de criminosos internos.

Os Estados Unidos abrigam 76% do total de registros comprometidos dentro do período citado. Em relação às atividades econômicas das empresas vítimas, a área da saúde obteve 34% das perdas de dados, ficando à frente do governo, com 31% dos arquivos atacados. Na sequência vêm os setores da tecnologia com 15%, varejo com 8%, educação com 6% e área financeira com menos de 1%.