Quatro golpes são identificados em redes sociais usando nome de marca de beleza

Por Rafael Arbulu | 21 de Março de 2019 às 21h50
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[Atualizado em 22/3, às 7h] O Boticário veio a público para esclarecer que não há qualquer veracidade nas "promoções" citadas, corroborando o relatório da dfndr lab e incentivando a denúncia das postagens por parte de seu público. Veja a seguir o comunicado oficial:

"O Boticário esclarece que mensagens sobre falsas promoções têm circulado em grupos de WhatsApp e nas redes sociais. Esse golpe tem sido recorrente, apenas mudando o brinde oferecido. Ressaltamos que toda e qualquer promoção da marca é divulgada apenas em nossos canais oficiais. Para confirmar se a promoção é real, os canais de comunicação do Boticário estão sempre abertos para eventuais dúvidas e esclarecimentos".

O texto original segue abaixo:

Se você vir, nas redes sociais, algum anúncio da marca de produtos de beleza O Boticário, que não tenha sido veiculado pela própria em seus canais oficiais, é bom ficar em alerta: segundo levantamento feito pela dfndr lab, uma divisão de cibersegurança da P Safe, hackers estão utilizando o nome da marca para executar golpes contra internautas mais incautos.

O estudo aponta para pelo menos quatro versões do mesmo golpe, que traz um banner ou anúncio de página completo que promete diversos benefícios (descontos, gratuidades em produtos etc.) desde que o usuário clique em um link e responda a uma série de perguntas. Depois, há o pedido de “confirmação de dados” onde são requisitadas informações sigilosas, além do compartilhamento do link com os amigos.

Em um clássico ataque sustentado por engenharia social, os hackers estão incentivando usuários a compartilhar informações privadas e baixar apps contendo malwares em seus códigos. O dfndr lab indica que foram identificados cerca de 320 mil tentativas desse golpe nas últimas duas semanas.

Hackers estão usando a marca d'O Boticário para executar golpes, pedindo dados privados a internautas (Imagem: dfndr lab)

“Não é de hoje que cibercriminosos se aproveitam de empresas que geralmente realizam ações promocionais para criar golpes quase idênticos às promoções verdadeiras. Além disso, é comum que os golpistas lancem esse tipo de isca em datas comemorativas — neste caso, o mês da mulher —, já que são justamente nesses períodos que diversas marcas fazem promoções de seus produtos. Essas estratégias acabam potencializando o golpe o que, consequentemente, aumenta o número de pessoas afetadas”, comenta Emilio Simoni, Diretor do dfndr lab.

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