Pokémon Go “falso” pode travar completamente seu smartphone

Por Redação | 15 de Julho de 2016 às 18h35
photo_camera Divulgação

Como a febre que é, Pokémon Go também se tornou um prato cheio para hackers e criminosos virtuais. E, agora, um novo aplicativo falso é capaz de travar completamente um smartphone com o sistema operacional Android, interrompendo completamente sua utilização segundos após ter sido instalado.

A promessa é tão interessante quanto irreal. O software, chamado de Pokémon Go Ultimate, promete ser uma versão incrementada do game original, com itens ilimitados e sem as microtransações. Isso, claro, não é verdade, e o software nem mesmo tenta emular um jogo, servindo apenas para gerar dinheiro aos criadores por meio de cliques em anúncios e exibição de propagandas.

Uma vez que o celular é travado, ele só pode ser desbloqueado com a remoção da bateria e, em alguns modelos, exige até mesmo o uso do gerenciador de dispositivos Android, por meio de um computador, para reinicialização. Quando tudo volta a funcionar, entretanto, o malware continua ativo, funcionando em segundo plano e gerando propagandas onde elas não deveriam aparecer, bem como clicando em anúncios contra a vontade do usuário, de forma a gerar renda para seus criadores. Apenas um reset completo do sistema é capaz de fazer a praga desaparecer.

A descoberta é dos especialistas de segurança da Eset, que chamam a atenção, também, para outros dois aplicativos maliciosos que também tentam se passar por Pokémon Go. Um deles promete dicas e truques, enquanto o outro diz permitir o funcionamento do game mesmo em países onde ele ainda não está disponível. Em ambos os casos, o efeito é o mesmo: anúncios passam a serem exibidos para o usuário e alguns, inclusive, tentam ludibria-lo a comprar softwares de segurança para supostas ameaças presentes no dispositivo.

Pokemon Go

Para se proteger, além da costumeira recomendação de sempre ter softwares antivírus instalados e atualizados no aparelho, a melhor dica é evitar o download de Pokémon Go de fontes que não sejam a própria loja Google Play. Fique atento ao desenvolvedor do app, que deve ser a Niantic, e não faça a instalação de softwares de outros proprietários.

Além disso, de forma geral, desconfie de ofertas relacionadas a itens extras, extinção de microtransações ou até mesmo a possibilidade de ter acesso ao título de realidade aumentada antes de seu lançamento. As informações oficiais ainda não indicam quando o jogo chegará ao Brasil, e ele está disponível apenas na Alemanha, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia.

Fonte: Ars Technica

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