PF prende 30 pedófilos que compartilhavam pornografia infantil na internet

Por Redação | 26 de Julho de 2017 às 12h43

Nesta terça-feira (25) foram presas pela Polícia Federal 27 pessoas em flagrante e três preventivamente durante uma ação da Operação Glasnost, que investiga casos de exploração sexual de crianças e compartilhamento de pornografia infantil na internet. De acordo com o delegado Flávio Augusto Palma, alguns dos detidos abusavam das próprias filhas, enquanto outros trabalhavam como professores, médicos e em altos cargos públicos.

"Não existe perfil [de abusador] e ocorreu uma situação inusitada. Uma mulher foi presa por abuso sexual de crianças: toda a família praticava atos sexuais entre outros. Os familiares e conhecidos foram presos em desdobramentos da operação", explicou Palma. A polícia ainda informou que, durante o monitoramento das investigações, os policiais se depararam com abusos em tempo real. No final de 2014, a informação foi repassada aos responsáveis, resultando na prisão de 9 criminosos.

Somente no Paraná foram presas quatro pessoas, sendo três em Maringá e uma em flagrante em Curitiba. No estado, a PF também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. No total, 71 mandados foram emitidos, em uma operação que envolveu 350 policiais de 30 unidades da Polícia Rodoviária Federal em 14 estados. Americanos, franceses e russos também estão entre os presos pela Glasnost. Preso em 2010, um estudante de medicina afirmou à polícia a existência de um site russo que compartilhava o conteúdo pornográfico para fora do país.

"Praticamente todos os envolvidos praticaram crime de compartilhamento de pornografia infantil. O fato de armazenar imagens já configura crime. Também, tem abuso de vulnerável, produção de pornografia, todos esses crimes aparecem", continuou o delegado. Segundo a PF, o crime de abuso é considerado hediondo e dificilmente é afiançável. A pena mais branda para estes casos é de 4 anos.

Diante dos crescentes casos de pedofilia e abuso infantil, as autoridades têm estudado maneiras de impedir a proliferação destas práticas e controlar aqueles que já foram detidos. Em São Paulo, o deputado estadual Landcaster (DEM) criou um projeto de lei que pretende desenvolver o Cadastro de Pedófilos do estado, permitindo que as autoridades possam reunir o máximo de informações possíveis sobre os criminosos e aplicar punições como o impedimento de prestação de concursos na área da educação e saúde.

Fonte: Paraná Portal

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