PF deflagra operação contra comércio de dados que movimentou R$ 2 mi por mês

Por Thaís Augusto | 21 de Fevereiro de 2019 às 17h43

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal em Cuiabá deflagraram nesta quinta-feira (21) a segunda fase da Operação Data Leak, que apura o comércio ilícito de dados públicos sigilosos da DataPrev, Siape, Prefeituras e Exército.

Pela manhã, os órgãos cumpriram cinco mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão nas capitais do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Um dos mandados de prisão foi para um funcionário da DataPrev, na cidade carioca, suspeito de prática de corrupção, violação de sigilo funcional e vazamento de dados sigilosos.

A primeira fase da operação aconteceu no dia 11 de dezembro do ano passado. Na época, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão.

O nome da operação, Data Leak, faz referência ao vazamento de dados sigilosos para criminosos que comercializam clandestinamente as informações financeiras e pessoais de funcionários públicos e segurados do INSS.

Com os dados em mãos, os criminosos os vendiam para escritórios de advocacia, contabilidade, financeiras e empresas de cobrança. Segundo a Polícia Federal, o comércio de dados públicos sigilosos chegou a faturar mais de R$ 2 milhões por mês.

Durante a operação, o objetivo do Ministério Público Federal foi bloquear bens que superam o valor de R$ 10 milhões. Na primeira fase da Data Leak, o órgão apreendeu vários veículos de luxo dos criminosos.

Os investigados estão sendo indiciados e responderão criminalmente por vazamento e receptação de dados públicos sigilosos, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e participação em organização criminosa.

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