Pesquisadores usam digitais de homem morto para desbloquear celular

Por Redação | 06.08.2016 às 17:22

Pesquisadores da Universidade do estado de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiram desbloquear um Samsung Galaxy S6 utilizando as digitais de um homem morto. A solicitação foi feita pela polícia para descobrir pistas sobre o assassinato do dono do gadget. A equipe liderada pelo professor Anil Jain baseou-se apenas em um registro de impressões digitais contido no banco de dados da polícia, captadas quando o homem havia sido preso.

Com a impressão digital do homem morto, os pesquisadores criaram um dedo em 2D e 3D para utilizá-lo no sensor biométrico do Galaxy S6. "As digitais que eles nos deram eram apenas tinta no papel, e isso não tem uma propriedade condutora", afirmou Jain. "Então, a primeira coisa que tentamos foi imprimir as digitais com um papel especial condutor, como um papel fotográfico."

Como nenhuma das técnicas utilizadas havia funcionado, os especialistas resolveram se aprofundar no desenvolvimento de réplicas mais perfeitas em 2D, visto que essa era a técnica mais prática e barata. Isso envolveu a utilização de um algoritmo para preencher as cristas interrompidas e as depressões existentes nas digitais do homem morto, criando assim um circuito elétrico semelhante ao que toda pessoa viva possui. Conforme o professor explica, os sensores biométricos dos smartphones detectam um tipo de atividade elétrica para conseguir desbloquear o aparelho.

Desbloqueio com digitais de homem morto

"Sorte nossa que este telefone não tinha um código para ser digitado após falhar algumas vezes o desbloqueio com digitais. Isso permitiu que a gente testasse diferentes impressões digitais que foram digitalmente melhoradas", afirmou Jain. O professor também declarou que acredita que o trabalho de sua equipe pode ajudar as fabricantes a aperfeiçoarem seus sistemas biométricos de segurança, algo que ele acredita ser bastante necessário. "Essa ideia nos atraiu, então nós dissemos: vamos tentar ver como podemos melhorar a qualidade das impressões digitais que a polícia nos deu. Tomara que as companhias tenham visto o que conseguimos fazer e melhorem seus sistemas de desbloqueio de ataques simples como este", completou.

A descoberta pode prejudicar a imagem da tecnologia de segurança biométrica, vendida como sendo uma das mais seguras do mercado. Sendo assim, é provável que, no futuro, as empresas busquem melhorar seus sistemas ou encontrem alternativas mais eficazes para proteger os dispositivos, como o já existente leitor de íris.

Fonte: NPR