Pesquisadores dos EUA criticam proteção à privacidade para wearables de saúde

Por Redação | 15 de Dezembro de 2016 às 13h02

Em rápida expansão, o mercado de dispositivos vestíveis voltados à saúde tem levantado sérias preocupações em relação à privacidade, já que alguns fabricantes coletam uma enorme quantidade de dados pessoais e compartilham com outras empresas, de acordo com relatório de pesquisadores da American University e do Centro de Democracia Digital (CDD).

Segundo o estudo, as leis de privacidade de saúde existentes geralmente não se aplicam a fabricantes de wearables. Enquanto os consumidores estão adotando pulseiras fitness, relógios inteligentes e outros dispositivos para monitorar suas frequências cardíacas, padrões de sono e até mesmo níveis de estresse, um sistema de regulação de privacidade de saúde "fraco e fragmentado" nos EUA não lhes dão a proteção de privacidade esperada.

"Muitos desses dispositivos já estão sendo integrados em um crescente ecossistema de saúde e marketing digital de Big Data, que se concentra na coleta e monetização de dados pessoais e de saúde para influenciar o comportamento do consumidor", reforça o relatório. As informações coletadas se referem às finanças, etnia, localização e comportamentos online e offline dos consumidores.

Em resposta, um porta-voz da Fitbit observou que a empresa trabalha com o grupo de privacidade do Centro para Democracia e Tecnologia (CDT) para definir as melhores práticas de privacidade para wearables. A empresa acredita que os usuários devem controlar seus dados.

"A Fitbit está comprometida em proteger a privacidade dos dados dos nossos usuários e a confiança dos nossos clientes é fundamental", disse a companhia em comunicado. "Sempre foi nossa política não vender dados de usuários".

Os autores do estudo pediram novos padrões de privacidade aplicados à grande coleta de informações de dados. As empresas que coletam dados pessoais e de saúde devem ser mais transparentes sobre a coleta e uso de dados, e os Estados Unidos devem considerar uma nova autoridade de proteção de dados para substituir as proteções de privacidade fragmentadas do país, ainda segundo os pesquisadores.

Fonte: PCWorld

Inscreva-se em nosso canal do YouTube!

Análises, dicas, cobertura de eventos e muito mais. Todo dia tem vídeo novo para você.