Pesquisa mostra que brasileiros não se preocupam em usar redes Wi-Fi públicas

Por Redação | 21.05.2015 às 09:00

Um estudo recente da Avast Software mostra que 73% dos brasileiros correm o risco de perda de privacidade e roubo de identidade por meio de redes Wi-Fi públicas. Outro levantamento da empresa, que foi realizado com mais de 23 mil pessoas, mostrou que os consumidores preferem utilizar as redes públicas, até mesmo as que não exigem registro ou senha, para evitar o compartilhamento de dados ou por conveniência.

Ao todo, 55% dos entrevistados nunca ou somente algumas vezes desligam os seus transmissores Wi-Fi, além de permitirem que seus dispositivos móveis se conectem automaticamente a redes públicas que não exigem qualquer tipo de autenticação, o que acaba fazendo com que os aparelhos fiquem vulneráveis a ataques hackers. Apenas 7% dos brasileiros usam VPN (Rede Virtual Privada) para proteger seus smartphones e tablets quando estão conectados de maneira pública. Em linhas gerais, a pesquisa revelou que oito em cada dez brasileiros acessam as redes públicas mensalmente e quase metade (48%) de todos os usuários se conecta diariamente ou várias vezes por semana.

O CEO da Avast, Vince Steckler, comenta sobre a pesquisa falando que, com a popularização dos serviços de armazenamento em nuvem, juntamente com a constante busca por acesso Wi-Fi, as redes que não necessitam de senhas acabam sendo de grande risco para os desprotegidos. "A maioria dos brasileiros não percebe que todas as informações pessoais em seus dispositivos móveis ficam indefesas em redes Wi-Fi públicas se usadas sem proteção. Estas redes facilitam o acesso para ataques de hackers a milhões de consumidores brasileiros diariamente”, afirma.

Ainda segundo o estudo, 28% dos entrevistados se preocupam em ter informações de login roubadas quando estão conectados em uma rede aberta. Cerca de um quinto deles, 17%, ainda se preocupa com ataques às suas fotos privadas, conteúdo de aplicativos de bate-papo e e-mails pessoais. Somente 26% estão preocupados em ter as suas informações roubadas e apenas 13% se preocupam em ter e-mails relacionados a trabalho acessados por terceiros. Porém, 16% dos pesquisadores dizem não ter nada a esconder.

Na visita recente de Steckler no Brasil, o executivo reforçou que o mercado brasileiro está no topo das prioridades da empresa. A maior preocupação dele é com a produção de softwares piratas. "O Brasil não pode ficar próximo da China, onde há muita pirataria na área de segurança. Trabalhamos muito forte para que os nossos produtos cheguem aos consumidores", comenta.

Steckler ainda diz que "os produtos de segurança precisam ter um grau de confiabilidade junto ao consumidor", pois ele acredita que só assim o usuário terá vontade de fazer a instalação em seus computadores.

Fonte: Convergência Digital