Pesquisa mostra que 45% dos brasileiros não mudam suas senhas mesmo se violadas

Por Redação | 17 de Agosto de 2017 às 10h33

A Avast, empresa especializada em segurança online, realizou uma pesquisa que revela o quanto o brasileiro valoriza suas informações armazenadas em contas online e como eles protegem esses dados contra ataques cibernético. A empresa entrevistou 652 pessoas e descobriu que 96% dos brasileiros alegam valorizar os dados em suas contas online, mas nem todos tomam as medidas corretas para evitar que eles caiam nas mãos erradas.

De acordo com a pesquisa, o e-mail é a conta mais importante para quase metade dos brasileiros e é o serviço online mais utilizado no país, seguido pelo Facebook. Apesar disso, são as contas de compras online as mais valorizadas pelos entrevistados, com 48,8% afirmando que suas contas de comércio eletrônico valem R$ 350 ou mais. O WhatsApp e outros serviços de mensagem aparecem na segundo posição entre os mais valorizados, seguido de contas em serviços de armazenamento na nuvem, LinkedIn, Facebook, Twitter, e-mail e Snapchat.

Por terem conhecimento do que se pode fazer com as informações armazenadas nas contas dos usuários, os cibercriminosos procuram adquirir todos os dados possíveis, incluindo senhas, nomes de usuário e informações de cartão de crédito através de violações de segurança. Essas informações são vendidas na darknet, tornando o que era sigiloso de conhecimento de pessoas criminosas.

A pesquisa também revelou que 61% dos brasileiros (três em cada cinco pessoas) não se sentem confiantes quanto a segurança de suas informações pessoais na internet. 17% dos entrevistados afirmaram que já tiveram seus dados violados, enquanto 23,9% disseram que não sabem se foram ou não incluídos em algum vazamento de dados. Os recentes vazamentos de informações de serviços famosos como o Yahoo e o LinkedIn ajudaram a aumentar a sensação de insegurança online.

Apesar dos receios e da desconfiança, 45,9% dos brasileiros afirmaram nunca mudar suas senhas após serem informados de alguma violação de dados. Entre os que realizam a alteração, 68,4% mudam apenas a senha da conta invadida, mas não de outros serviços online. O problema é considerado grave, visto que os cibercriminosos usam credenciais obtidas para tentar acessar outras contas do mesmo usuário, na expectativa de que os acessos estejam protegidos pela mesma senha. Entre os que utilizam um gerenciador de senhas para facilitar as constantes mudanças nas contas, apenas 3% afirmaram fazer uso desta ferramenta.