Estudantes criam algoritmo que ajuda o Ministério Público a detectar cibercrimes

Por Redação | 12.05.2016 às 14:19
photo_camera Alina Isakovich/Hemera/Getty Images

Um algoritmo desenvolvido por quatro alunos do curso de Ciência da Computação do Centro Universitário FEI pretende ajudar o Ministério Público Federal em São Paulo a detectar e combater crimes cibernéticos. As duas instituições firmaram um acordo técnico, científico e operacional para a utilização do aprendizado de máquina e do algoritmo para este objetivo.

O algoritmo criado pelos alunos foi aplicado inicialmente a uma base de dados em inglês, que reunia diversas conversas online com conteúdo envolvendo citações de pedofilia de predadores sexuais condenados e crianças e adolescentes. O resultado foi que o algoritmo identificou tais conversas com uma taxa de acerto de 70%.

Com a inovação será possível identificar de maneira automatizada possíveis suspeitas de casos de pedofilia na rede, bem como outros crimes cibernéticos no qual o algoritmo poderá ser aplicado para análise. Segundo Rodrigo Filev, professor da FEI e responsável pela orientação do Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos da instituição, o próximo passo é construir uma base de dados em português para testar o algoritmo. Dessa forma, os desenvolvedores esperam melhorar a taxa de acerto da ferramenta.

"É uma parceria ampla, na qual todos os envolvidos participarão de uma etapa do desenvolvimento. O papel da MPF é agregar seu conhecimento técnico, dispor de dados e permitir essa troca de informações com profissionais capacitados. Já a FEI, participará com o fomento à pesquisa e tecnologia", declarou Filev.

A parceria entre o Ministério Público e a FEI inclui a criação de grupos de pesquisas e atividades para treinamento de recursos humanos e do compartilhamento de tecnologia e conhecimento com a finalidade de aumentar a qualidade das investigações e do combate aos crimes cibernéticos.

O professor afirma ainda que acredita que o acordo possa "formar profissionais técnicos, que consigam lidar da melhor forma possível com questões de segurança online", especialmente com a ampliação de tecnologias capazes de identificar e combater ações ilegais na internet.

Via Computer World