Pagamentos pelo celular e tecnologias antigas devem motivar mais ataques em 2016

Por Dimitri Lopes | 11 de Dezembro de 2015 às 08h49

Para os pesquisadores da Raytheon Websense, 2015 será lembrado como o ano da perda de dados, o período em que tivemos maior ocorrência de invasões e roubos de informações nas empresas e serviços. No ano que vem, essa tendência deve continuar, além de se unir a outras ameaças que caminham ao lado da velha e da nova onda da internet.

Na visão dos especialistas, as carteiras móveis virtuais e outras tecnologias de pagamento mobile se tornarão uma nova modalidade de fraude, com hackers tentando desviar envios de dinheiro e fraudar máquinas ou smartphones para roubo de dados de cartão de crédito. A popularização também deve aumentar o foco dos criminosos sobre a Internet das Coisas, principalmente sobre os dispositivos desatualizados que trafegam dados pela rede e podem representar uma oportunidade para roubo de dados ou invasão de sistemas internos e corporativos.

Tecnologias antigas também devem representar um alvo pelos mesmos motivos. No que os pesquisadores citam como a “falta de manutenção da internet”, surge uma oportunidade para que criminosos continuem se aproveitando de sistemas desatualizados, computadores inseguros e soluções comprometidas ou defasadas. Aqui, nomes como Flash e Java devem continuar dando as caras como as principais portas de entrada para ataques.

Antigas práticas deverão continuar sendo utilizadas pelos hackers, como, por exemplo, a utilização de eventos de grande comoção para tentar levar vítimas a clicarem em links ou acessarem sites inseguros. Nos EUA, por exemplo, denúncias e revelações sobre as eleições presidenciais devem ser o maior foco, enquanto no restante do mundo acidentes, tragédias ou casos de violência continuarão a dar a tônica desse tipo de golpe.

Apesar de tudo isso, a Raytheon Websense prevê uma sociedade mais madura e consciente quanto aos perigos virtuais e que sabe se proteger melhor contra eles. Isso deve acontecer também nas empresas de seguro, que passarão a recusar pagamentos devido a falhas de segurança ou incluir critérios desse tipo em suas avaliações e apólices, de forma a reduzir eventuais prejuízos causados pela falta de atenção ou inação de terceiros.

Isso também deve levar a mudanças na legislação, mas essa é uma alteração que acontecerá apenas no longo prazo. Os especialistas em segurança citam as leis sobre o “direito a ser esquecido” como um exemplo de amadurecimento quanto a questões de privacidade online e apostam que, no futuro, movimentos semelhantes acontecerão também em relação a sistemas de segurança, brechas em plataformas online e vazamentos de informação.

Fonte: Raytheon Websense

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