O papel das redes sociais na prevenção de fraudes em compras online

Por Colaborador externo | 21.09.2016 às 06:12

Por Juan D’Antiochia*

Com o visível crescimento do E-commerce no mundo, espera-se que até 2019 esse mercado global passe a valer cerca de US$ 2,4 trilhões. Só no Brasil, as vendas online atingiram cerca de US$ 19 bilhões em 2015. O alto volume de processamento traz alguns pontos de atenção e desafios, principalmente quando se trata de segurança e fraudes, que afetam consumidores, comerciantes e ainda as empresas de tecnologia.

Um dos pontos identificados como vulneráveis é o uso dos dispositivos móveis. No recente relatório global Fraud Trends 2016, feito pela Worldpay, 59% dos entrevistados compreendem plenamente o aumento do risco relativo a transações feitas via smartphone, utilizado não só para efetuar compras pela internet, mas para diversas outras tarefas do consumidor multicanal. Estes equipamentos podem conter aplicativos maliciosos que reencaminham facilmente informações para os fraudadores, uma vez que na maioria das vezes não possuem antivírus.

Ainda assim, grande parte dos comerciantes entrevistados (67%) tratam transações feitas por dispositivos móveis da mesma forma que as demais realizadas em outros canais. É importante trazer essa discussão à luz, já que o mercado mobile tem um grande potencial de crescimento. A expectativa é que em 2016 registre-se um aumento de 42% em pagamentos feitos por dispositivos móveis, movimentando cerca de US$ 617 bilhões globalmente.

Para oferecer mais segurança, muitos dos comerciantes já estão utilizando informações disponíveis em redes sociais e entendem sua importância como ferramenta. Cerca 60% dos comerciantes conferem esses dados em seus processos de revisão de compras e, 52% estão interessados em fazer melhor uso dela, mas não possuem conhecimento necessário de como iniciar o processo. Atualmente, esse processo é feito de forma manual por revisores.

Além da certificação de identidade, o uso desses dados também melhora a experiência dos consumidores que não querem gastar muito tempo no cadastro para conclusão de uma compra. Outra utilidade da ferramenta é que as empresas conseguem ver de perto quem são seus clientes e entender seus hábitos de consumo.

Outras estratégias para mitigar riscos também estão sendo aplicadas no mercado, como o uso de Big Data. Essas informações estão se tornando cada vez mais eficazes para prevenção de fraudes e avaliação risco em tempo real, mas, mas ainda assim, comerciantes acreditam que ainda não exploram todo o potencial desta ferramenta.

Certamente, há muito a discutir e muito espaço para melhorias, ainda mais quando levamos em consideração que os fraudadores desenvolvem novas formas de atingir os consumidores e empresas. Mas o setor como um todo parece estar caminhando na direção correta, já que muitos players estão apostando em soluções robustas de gerenciamento de identidades on-line. Um passo importante é ter um ou mais players com market share significativo para tornar a autenticação de identidade uma realidade.

*Juan D’Antiochia é gerente geral da Worldpay para a América Latina.