Número de URLs infectadas para roubo de dados cresceu no último ano, diz McAfee

Por Redação | 16 de Janeiro de 2015 às 13h08

No terceiro trimestre de 2014, a McAfee Labs realizou uma pesquisa que indicou um número surpreendente de URLs suspeitas. Segundo a empresa, que agora pertence a Intel Security, o número de amostras ultrapassou 30 milhões. O número é assustador e, segundo a empresa, é patrocinado principalmente pela popularização dos encurtadores de URL, que costumam facilitar a ação de maliciosos que ocultam sites suspeitos. Além disso, foi identificado um crescimento significativo das URLs de phishing - golpe eletrônico que consiste na tentativa de obter dados pessoais de usuários como número de cartões de crédito a partir de sites ou mensagens de e-mail fraudulentas.

A pesquisa detectou de cerca de 2,5 milhões de novas URLs de phishing, somando 49% do total de ameaças. De acordo com Bruno Zani, gerente de engenharia de sistemas da McAfee no Brasil, "o crescimento nesse tipo de infecção se dá também como uma alternativa às infecções por e-mail, visto que este é um meio de comunicação comumente mais protegido e monitorado por ferramentas antispam e antivírus".

No caso dos dispositivos móveis, os malwares também apresentaram crescimento. No terceiro trimestre de 2014, o número de amostras ultrapassou 5 milhões, o que representa um aumento considerável de 16% no período e de 112% em relação ao ano anterior. Isto mostra o quão rápido o número de elementos infectados cresce à medida que mais pessoas e máquinas estão conectadas à internet.

O estudo ainda destacou que, após quatro trimestres consecutivos, o número de novas amostras de ransomware (vírus sequestrador) parou de cair. Os novos casos de ransonware somaram 100 mil no trimestre, contra cerca de 60 mil no período anterior. Segundo Zani, este tipo de ameaça pode crescer ainda mais em 2015 por causa da possibilidade da evolução de seus métodos de propagação. “Os especialistas da McAfee previram variantes de ransomware capazes de contornar programas de segurança com foco especificamente em usuários assinantes de soluções de armazenamento em nuvem. Uma vez infectados esses endpoints, o ransomware tentará explorar as credenciais de acesso à nuvem dos usuários conectados para também infectar os dados armazenados na nuvem”, comenta o gerente.

O banco de malware do McAfee Labs já conta com mais de 300 milhões de amostras - um número 76% superior ao de um ano atrás. Para se ter ideia da dimensão da situação, são mais de 5 novas ameaças por segundo, ou mais de 307 a cada minuto.

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