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Novo golpe no WhatsApp promete camisetas de Bolsonaro, candidato à presidência

Por Ares Saturno | 14 de Setembro de 2018 às 19h40
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Cibercriminosos enxergam as eleições como momento perfeito para disseminar links maliciosos por aí, principalmente por meio do WhatsApp, onde o compartilhamento é mais veloz que o bom senso. Um dos primeiros golpes notados pela empresa de segurança virtual Kaspersky tem como vítimas potenciais os eleitores do candidato à presidência Jair Messias Bolsonaro.

Assim como outros golpes de WhatsApp, o usuário é coagido a acessar um link para ter direito a um brinde gratuito. Nesse caso em particular, o golpe promete ofertar, àqueles que preencherem seus dados pessoais após o redirecionamento, um dos dois modelos de camisa em apoio ao candidato, como pode ser visto abaixo na captura de tela do golpe:

(Captura de Tela: Reprodução / Kaspersky)

Após acessar o link, o usuário é redirecionado para uma página fraudulenta que exige que o nome e o endereço do participante da promoção falsa sejam preenchidos para a liberação do prêmio. Além disso, também é solicitado que o link seja compartilhado com ao menos dez contatos, como pode ser visto na captura de tela abaixo:

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(Captura de Tela: Reprodução / Kaspersky)

Após o compartilhamento do link com os contatos, os usuários são redirecionados uma última vez, agora para uma página com uma grande quantidade de anúncios e propagandas. Segundo os analistas da Kaspersky, essa prática faz com que o cibercriminoso consiga obter lucro por meio do tráfego intenso de usuários.

De acordo com o analista sênio de segurança da Kaspersky Lab, Fabio Assolini, os danos causados variam de acordo com o dispositivo utilizado para acessar os links maliciosos e a localização geográfica da vítima: “É a mesma tática de golpes anteriores que utilizam um tema de grande interesse da população; neste caso, os candidados à presidência no Brasil. O criminoso ganha de muitas formas: pelos milhares de page-views no site cheio de propaganda, pela instalação dos aplicativos sugeridos pela página, num esquema de pay-per-install ou até mesmo com a oferta de instalação de apps maliciosos, como já vimos anteriormente”, explica.

Além disso, os sites para onde as vítimas são redirecionadas solicitam a permissão do navegador para enviar notificações, criando uma base de dados considerável, podendo ser utilizada futuramente para novos golpes.

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