Nova lei determina que gadgets sejam vendidos com senhas exclusivas

Por Rafael Arbulu | 10 de Outubro de 2018 às 12h22
Giancarlo Silva

Uma nova legislação do estado norte-americano da Califórnia vai alterar uma prática comum aos fabricantes e vendedores de dispositivos inteligentes nos EUA: a partir de 2020, todo e qualquer produto eletrônico que contenha algum tipo de login de acesso (como roteadores, televisores inteligentes e smartphones) não mais poderão usar chaves predefinidas ao saírem da fábrica, forçando companhias a criarem logins exclusivos para cada aparelho.

Atualmente, é comum a prática de logins e senhas “genéricos”, que pedem pelo cadastro de novas informações diante do primeiro acesso do usuário. Contudo, isso é mais uma “conduta não escrita” do que uma regra em si, ou seja, nem todo mundo segue essa linha, preferindo o caminho mais simples de “admin/1234” para usuário e senha.

O governador da Califórnia, Jerry Brown, sancionou lei que força fabricantes de dispositivos de acesso à internet a utilizarem credenciais de login exclusivas para cada aparelho (Imagem: Divulgação/World Economic Forum)

A nova prerrogativa já vinha sendo inserida em discussões governamentais por meio de decreto. O governador do estado, Jerry Brown (Partido Democrata), transformou o decreto em lei, declarando que as empresas terão até 2020 para fazerem todas as adaptações estruturais necessárias.

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A medida visa aprimorar a segurança de dados do usuário, haja vista que as senhas genéricas são bastante conhecidas pelo público e isso pode, segundo a classe política, acarretar em acessos não-autorizados. A mesma lei também prevê que os dispositivos devam ser claros sobre tipo de informação que coletam do usuário e que sua manufatura seja feita com foco na proteção das informações dos clientes.

Atritos com a administração Trump

Esta não é a primeira entrada do governador Jerry Brown no universo da tecnologia e internet: ao final de setembro, o político assinou uma lei com regras mais rígidas em favorecimento à neutralidade de rede, efetivamente impedindo que empresas do ramo, como telecoms e provedoras de serviços on demand, discriminem sites, serviços e aplicativos, favorecendo um e outro de acordo com o pacote de dados contratado pelos usuários.

A medida do governador passa por cima da regência federal, administrada pela equipe do presidente Donald Trump, que afrouxou as regras de neutralidade de rede e beneficiou empresas do setor. Brown espera que a sua normativa estatal lhe renda um processo vindo da equipe presidencial.

Fonte: California Legislative Information

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