Não ter um plano de backup é como se esquecer de tomar vacina

Por Colaborador externo | 02 de Outubro de 2015 às 08h04

Por Axel Schmidt*

Todos nós sabemos que existem muitas doenças perigosas e que temos que ser vacinados para estarmos seguros. No Brasil, essa é uma realidade com a qual a população está bastante acostumada, uma vez que é alertada constantemente pela mídia, como foi feito durante a campanha de vacinação contra a poliomielite, contra o surto de caxumba entre alunos e funcionários da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp e também durante a campanha nacional de vacinação contra o HPV.

No entanto, muitas pessoas não se vacinam, pois acham improvável a possibilidade de contrair algum tipo de vírus. Outro fator que causa resistência às vacinas é o temor dos efeitos colaterais, que podem ser piores do que os benefícios da vacinação.

Outras pessoas, por sua vez, suspeitam que seja apenas uma conspiração do setor farmacêutico e, portanto, recusam-se tomar uma simples vacina. Porém, todos esses argumentos apresentados contra a picada da agulha soam irracionais no contexto de gerenciamento de risco.

Isso é semelhante à perda de dados, que também pode ser relativamente fácil de resolver se você tomar as medidas necessárias em termos de segurança, também conhecidas como backup. Também nesse caso, encontramos certa resistência... "Backup? Não precisamos disso". Então você pode argumentar: quando não há um plano de backup, é como se esquecer de tomar vacina.

Assim como ocorre com as vacinas, os backups de dados destinam-se a agir como uma prevenção contra riscos que sempre estão presentes. Portanto, a solução deve ser usada continuamente.

Para ser justo, tenho que mencionar que muitas das pessoas que se queixam de tomar vacinas querem distância não só de uma delas, mas de todos os tipos, e que devem ser tomadas em uma ordem específica. Essa atitude é tão mal aconselhada quanto não ter um plano de backup de dados. Pode ser muito eficaz não fazer backup de toda base e de uma só vez, mas sim em partes, por exemplo, de uma maneira que afete vários grupos de trabalho e sua produtividade.

Um backup de dados pode ser feito facilmente. Então por que tantas empresas falham nisso? De certa forma, isso tem a ver com a forma como ele é apresentado por seus defensores, porque eles tendem a passar um cenário de desastre total. Os white papers sobre esses desastres lidam quase exclusivamente com incêndios, inundações ou terremotos. Um fenômeno semelhante pode ser observado quando se trata de vacinação. As vacinas para o vírus SARS e as gripes suínas e aviárias foram difundidas em excesso e, em seguida, simplesmente desapareceram da mídia. Estas pandemias não fizeram muito efeito no sentido de melhorar nossa responsabilidade moral de se vacinar. Talvez seja importante, nesse caso, se contentar com a realidade na qual as pessoas têm vivido do que encarar a situação como se fosse um cenário passageiro de histórias de terror.

O fator decisivo no final se resume a eficácia, tanto para as vacinas, como para os backups de dados. Para os backups, isso significa que os usuários precisam ter a capacidade de restaurar seus dados. Caso contrário, seria inútil. A boa notícia é que uma boa solução de backup online oferece a oportunidade de testar isso facilmente, de modo geral, com apenas o toque de um botão.

No fim do dia, pode-se dizer que uma cópia de segurança é tão fácil de fazer como tomar uma vacina. E quando se tem toda estrutura por trás, você percebe o quanto a espera era realmente desnecessária.

*Axel Schmidt é gerente de Relações Públicas da TeamViewer.

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