Missão Impossível? Autodestruir seu smartphone pode ficar mais fácil

Por Redação | 10 de Fevereiro de 2017 às 15h42

Para executivos de empresas importantes e pessoas que carregam dados confidenciais em seus dispositivos móveis, ter uma opção de autodestruir estes gadgets pode ser uma boa. Mas será que um futuro onde telefones que se autodestróem pode se tornar uma realidade? Segundo pesquisadores no Oriente Médio, ele está mais próximo do que se imagina.

Nos últimos anos, alguns experimentos na área já foram conduzidos, mas muitos chips desenvolvidos com esta finalidade eram muito complexos ou demoravam tempo demais para serem inutilizados. A nova pesquisa, realizada na Abdullah University of Science and Technology (KAUST), na Arábia Saudita, desenvolveu um sistema de autodestruição capaz de funcionar com semicondutores existentes no mercado.

O mecanismo de autodestruição usa uma camada de polímeros expansíveis que podem aumentar seu volume em até sete vezes caso sejam superaquecidos. Este calor pode partir de eletrodos, puxando uma carga elevada de energia da bateria do smartphone ou laptop. Com a rápida expansão dos polímeros, que "esmagam" o chip do aparelho, o dispositivo pode ser destruído em questão de segundos.

Polímero em ação (imagem: divulgação/KAUST)

"O polímero expande e causa tensão suficiente sobre o silício para que ele rache e quebre", explicou Muhammad Mustafa Hussain, engenheiro elétrico na KAUST e um dos responsáveis pelo projeto.

Para testar a nova tecnologia, os pesquisadores criaram situações em que o chip poderia acionar seu mecanismo de autodestruição de forma autônoma. Um deles usou o GPS, no qual o celular ativou o sistema de segurança quando o aparelho foi detectado em uma área não permitida.

Outro teste usou o sensor de luz do aparelho - no caso, ele se autodestruiu quando foi exposto à luz, simulando um caso em que o dispositivo é retirado de uma caixa ou cofre sem autorização. Por fim, um outro teste mostrou uma situação de destruição remota de um gadget, ativado por um app à distância.

Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia de autodestruição pode ser bem mais acessível. Aparelhos poderiam contar com esta camada de proteção por um custo de aproximadamente US$ 15, depdendendo do volume de polímero usado. Conforme Hussain, embora ela seja mais acessível, ela ainda poderá ter um uso restrito, pelo menos em seu início.

“Os primeiros consumidores seriam os que precisam de proteção de dados: comunidades de pesquisa, corporações, bancos, fundos de investiments, colecionadores de dados sensíveis", afirmou o pesquisador da KAUST.

Fonte: Spectrum

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