Microsoft proíbe funcionários de usarem o Slack

Por Felipe Demartini | 24 de Junho de 2019 às 14h37
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A Microsoft está proibindo seus funcionários de usarem o Slack para comunicação e gerenciamento de projetos internos. De acordo com um memorando interno, que incluiu o serviço em uma lista de plataformas que não podem ser usadas pelos colaboradores, o sistema não possui os devidos protocolos de segurança para proteger a propriedade intelectual da empresa que seria trafegada por ali.

Essa é, basicamente, a motivação geral pela qual a Microsoft mantém uma lista de softwares e serviços proibidos ou, pelo menos, desencorajados, de acordo com critérios de segurança. A ideia é que os funcionários evitem trafegar segredos industriais, informações sobre projetos internos e novos recursos em plataformas da concorrência, que podem não garantir a proteção devida a tais informações, além do fato óbvio de as colocarem nas mãos de rivais diretos.

As informações foram publicadas pelo site GeekWire, que teve acesso à lista de sistemas banidos dentro da Microsoft. Sobre o Slack, a empresa afirma que somente a versão Enterprise Grid do serviço possui os requisitos necessários de segurança para funcionar como parte do fluxo de trabalho, mas, ainda assim, o ideal é que os funcionários utilizem a ferramenta Teams, em vez de um concorrente, para conversarem entre si ou trocarem arquivos relacionados a projetos internos.

Outros serviços que fazem parte da lista de proibição são os softwares de segurança da Kaspersky, com a empresa encorajando a utilização das próprias soluções de proteção, e o Grammarly, inclusive em sua integração com o pacote Office. Da mesma forma, a preocupação é quanto ao acesso a informações confidenciais disponíveis em e-mails e documentos de texto, que precisam ser lidos pelo corretor para que ele funcione. O temor é quanto a um armazenamento, acesso por terceiros ou vazamento de tais dados.

Já na lista de softwares cujo uso é “desencorajado” pela Microsoft está a nuvem da Amazon, que compete diretamente com a Azure, e o Google Docs, rival direto do Office 365. Os funcionários da companhia têm acesso total às duas plataformas da casa e, sendo assim, não são incentivados a utilizarem serviços da concorrência por mais que estejam acostumados com eles. Em alguns projetos internos, somente as soluções internas são aceitas pelos gestores.

Chama a atenção, ainda, a inclusão do GitHub nessa lista. O serviço foi adquirido pela própria Microsoft, mas a empresa pede que seus funcionários não usem a versão cloud do repositório para hospedagem de códigos, informações ou especificações de nível “altamente confidencial”, que, novamente, somente poderão trafegar por meio dos sistemas internos da empresa.

A Microsoft não se pronunciou sobre o assunto, assim como o Slack. O serviço tem chamado a atenção do noticiário de tecnologia pela sua abertura de capital, que aconteceu na última semana, e também por se posicionar como um rival direto da casa do Windows no setor corporativo. Não dá para saber, entretanto, se a inclusão na lista de banimento aconteceu por conta disso ou se já estava sendo aplicada internamente antes mesmo do IPO.

Fonte: GeekWire

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