Mais de 83% das empresas brasileiras já foram infectadas por malwares

Por Redação | 02 de Novembro de 2015 às 10h35

Vírus, invasões e malwares não são um problema apenas do usuário doméstico, mas também afetam as mais diversas empresas. Um estudo realizado pela ESET, que fornece soluções de segurança em TI, revelou que mais de 65% das companhias brasileiras já tiveram algum tipo de problema envolvendo segurança com seus computadores. Outro número alarmante foram as 83,56% companhias que já sofreram infecção por malware.

O número preocupa não somente pelo perigo que esses ataques proporcionam, mas também ao se comparar com os dados das demais empresas latinoamericanas. Por exemplo, no restante dos países do nosso continente, cerca de 44% informaram já terem tido problemas envolvendo malwares, ou seja, quase metade da porcentagem brasileira.

“Esse estudo confirmou uma tendência que já tinha sido divulgada no relatório de tendências de segurança da informação da ESET América Latina. O documento apontava para o fato de que os cibercriminosos da região têm buscado novas formas de espalhar malwares entre as empresas da região”, aponta Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET Brasil.

A empresa também levantou números sobre outros tipos de problemas, como o phishing, que afeta cerca de 15% das empresas da América Latina e 19% das brasileiras. A exploração de vulnerabilidades ficou em segundo lugar no ranking, sendo citada por 19% dos entrevistados brasileiros, e problemas envolvendo fraudes internas foram apontados por 8% das companhias do Brasil, número um pouco menor do que o informado por empresas da AL, que ficou em 12%.

O levantamento mostrou que, apesar de 64% das empresas alegarem que têm uma política de segurança definida, apenas um quarto delas implementam medidas como Planos de Resposta a Incidentes (PRI) e Planos de Continuidade de Negócios (PCN). Para reforçar suas proteções, as soluções mais populares no Brasil são o uso de antivírus (65%), firewall (64%) e realização de backups periódicos (20,6%). Somente 0,5% dos entrevistados indicaram usar soluções para dupla autenticação e 1,4% das companhias brasileiras utilizam tecnologias para segurança de seus dispositivos móveis.

“Esse cenário indica que mais de 80% das empresas brasileiras pesquisadas não possuem um plano definido sobre como atuar após um ataque. O que aumenta os riscos e os custos das organizações em casos de incidentes”, ressalta Camillo Di Jorge.

Fonte: ITForum 365

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