Mais de 12% dos brasileiros infectados por malware em 2017 baixaram pornografia

Por Redação | 01 de Fevereiro de 2018 às 17h01

De acordo com dados da Kaspersky Lab, no ano passado, mais de 12% dos usuários infectados com malwares no Brasil foram atraídos pela pornografia para cair nesse tipo de golpe. Especialistas da empresa examinaram como os cibercriminosos estão usando conteúdos pornográficos para disseminar suas ações maliciosas em dispositivos móveis.

Pelo menos 23 famílias de malware foram identificadas usando conteúdos eróticos como chamariz em aplicativos, ocultando suas verdadeiras intenções. A pesquisa mostrou que, quando o usuário baixa um app pornográfico desconhecido contaminado por clickers, esse malware começa a clicar automaticamente em links de anúncios, tentando também incluir o usuário em assinaturas virtuais que consomem o plano de dados do usuário.

O gráfico mostra a distribuição de usuários que encontraram diversos tipos de malwares disfarçados como apps pornográficos (Reprodução: Kaspersky Lab)

Esses clickers são o tipo de contaminação mais comum do momento, seguidos pelos trojans bancários disfarçados de players pornográficos. No terceiro lugar fica o malware de desbloqueio do tipo rooting, seguido pelo ransomware. Esse último tipo de ataque pode se passar por apps legítimos de conteúdo pornográfico, imitando seus layouts para enganar o usuário, que acaba tendo seu dispositivo bloqueado com informações de pagamento para a liberação do aparelho. E a mensagem de bloqueio pode, às vezes, exibir imagens de pornografia infantil, acusando o usuário de ter esse tipo de conteúdo em seus smartphones, deixando o infectado ainda mais desesperado e propenso a pagar pelo tal resgate.

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Exemplo de ransomware que usa o nome do FBI para enganar o usuário nos EUA (Reprodução: Kaspersky Lab)

Ao usar a pornografia como gancho para golpes virtuais, os criminosos acabam tendo mais êxito, já que "a vítima que foi comprometida por um programa malicioso com conteúdo para adultos pensa duas vezes antes de relatar o incidente, pois o simples fato de estar tentando encontrar conteúdo pornográfico é visto negativamente", conforme explica Roman Unuchek, especialista de segurança da Kaspersky. "Portanto, da perspectiva do invasor, essa pessoa é uma vítima muito mais conveniente", continua.

O analista também acredita que outro motivo para o uso da pornografia na disseminação de malwares seja o fato de que as pessoas estão, cada vez mais, consumindo uma maior quantidade de conteúdo via dispositivos móveis, e isso inclui conteúdo voltado para o público adulto.

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