Liberdade ou segurança: um paradigma do passado

Por Colaborador externo | 23.01.2017 às 14:33

Por Anderson Germano*

Um dos grandes desafios das empresas dos mais variados segmentos é garantir liberdade aos usuários, a agilidade demandada pelas áreas de negócios e, ao mesmo tempo, preservar e garantir a segurança das informações. Por consequência deste paradigma, devido aos muitos processos internos burocráticos e complexos, os projetos não são executados no tempo esperado, ou as áreas de negócio optam por usar uma nuvem pública/externa para não perder os seus prazos. O resultado, é o Shadow IT.

Essa é a realidade da maioria das empresas hoje. O Shadow IT provoca custos desordenados, despesas não previstas e necessidades operacionais à equipe interna de TI, que por vezes não possui conhecimento maduro o suficiente para suportar operacionalmente esta demanda paralela e no final, distorce a qualidade da entrega dos serviços e suporte à área de negócios. E neste cenário, o CIO perde o controle da operação.

Para algumas pessoas, talvez isso pareça um exagero, porém, imagine uma campanha de marketing em que a empresa desenvolveu um aplicativo especificamente para incentivar as vendas de Natal. O prazo para disponibilizar o app aos usuários na data prevista é essencial para que a campanha atinja os resultados esperados pela empresa, baseado na estratégica adotada. No entanto, a área de TI não tem definido todas as regras de segurança e precisa de algumas semanas para endereçar esta questão. Com isso, para atender ao prazo previsto, a área de marketing decide utilizar a nuvem externa para agilizar e entregar o projeto em tempo hábil, desmontando todo o planejamento em execução pela área de TI.

Essa situação acontece com bastante frequência nas organizações, o que faz com que o CIO não tenha domínio de 100% da operação. Isso porque, muitas empresas ainda não sabem que tecnologias recentes permitem mudar este cenário e minimizar a criação de novos silos de Shadow IT. Estas tecnologias permitem a extensão dos modelos de segurança da nuvem privada para a nuvem pública ou mesmo a contratação somente da nuvem pública aplicando-se o mesmo nível de segurança que as empresas têm em seu data center.

A adoção dessa solução confere à TI a agilidade necessária para atender às demandas das áreas de negócios no prazo necessário. Isto é possível, porque a tecnologia garante a implementação de modelos de segurança sobre as nuvens privadas e públicas, processos ágeis e automatizados de serviços de TI seguindo padrões pré-estabelecidos e consciência financeira de utilização de recursos.

Desta forma, as empresas conseguem migrar aplicações de nuvem privadas para públicas de forma simples, rápida e segura. Além disso, os CIOs têm a liberdade de optar pela nuvem que acharem mais adequada, de acordo com a demanda do seu negócio e o custo de hospedagem das aplicações – ao invés de se basear apenas na necessidade do usuário de ter um serviço disponível.

Basta parametrizar as regras de negócio uma única vez para garantir a segurança em qualquer nuvem. Assim, qualquer serviço que entrar nesse aprovisionamento já estará pronto com todos os requisitos estabelecidos e configurados. Mais do que simplificar a migração de sistemas, a tecnologia permite visibilidade, operacionalidade e monitoramento fim a fim das aplicações e informações, onde quer que elas estejam.

Essa mudança elimina o paradigma da liberdade ou segurança e resgata a visão completa e controle total da operação pelo CIO, que passa a ser o broker entre o negócio e os recursos e serviços de TI. E, além de conferir protagonismo aos executivos, essa transformação possibilita, a redução do Shadow IT, a segurança e agilidade necessária para qualquer negócio.

*Anderson Germano é Head of Professional Services da VMware Brasil.