Kaspersky fecha contrato com as Forças Armadas brasileiras

Por Redação | 21 de Setembro de 2017 às 12h28

A Kaspersky Lab anunciou o fechamento de um contrato com o Ministério da Defesa brasileiro para fornecimento de soluções de segurança da informação para as Forças Armadas. Contrato, que tem duração de três anos e foi assinado pelo valor de R$ 8,4 milhões, prevê o fornecimento de softwares antivírus para unidades do Exército, Marinha e Força Aérea.

Na realidade, o contrato foi firmado no ano passado, com a implementação das soluções sendo iniciada em dezembro. Apesar de publicação, na época, em Diário Oficial, os detalhes do acordo só foram revelados agora por razões de segurança. Os softwares da Kaspersky estão funcionando em 120 mil máquinas, com a empresa também prestando serviços de monitoramento, prevenção de ameaças e resposta a incidentes.

De acordo com o Exército, essa é a primeira vez que uma única solução atende a todas as unidades das Forças Armadas. O órgão é, também, o responsável pela maior parte do montante investido, sendo responsável por R$ 4,5 milhões da totalidade do contrato, enquanto a Força Aérea e a Marinha respondem por, respectivamente, R$ 2,3 milhões e R$ 1,6 milhão.

O acordo foi realizado por meio da EsyWorld, distribuidora nacional de produtos da Kaspersky, após um pregão eletrônico realizado em 2015. A companhia, entretanto, vem trabalhando com o Ministério da Defesa desde 2014, tendo realizado os estudos necessários para a implementação da infraestrutura de segurança. Treinamentos ao pessoal envolvido também fazem parte do contrato.

Ainda em comunicado, o Exército afirmou que apenas líderes mundiais do mercado de segurança seriam capazes de fornecer as soluções necessárias para as Forças Armadas, citando contratos passados com empresas como McAfee e Trend Micro. Isso se deve, segundo o órgão, à existência de uma rede complexa para ser monitorada e também da necessidade de acompanhamento e prevenção em tempo real.

A notícia vem poucos dias depois do banimento completo das soluções da Kaspersky em órgãos oficiais do governo dos Estados Unidos. A medida do governo Donald Trump está relaciona aos temores quanto a relação entre a empresa de segurança e o governo russo, principalmente em um momento em que ainda existem suspeitas quanto ao envolvimento de hackers, a serviço de Vladimir Putin, interferindo nas eleições americanas do ano passado.

Na ocasião, Eugene Kaspersky, fundador e CEO da companhia, refutou as acusações da Casa Branca, afirmando que não existe nenhum tipo de relacionamento entre sua empresa e o Kremlin. Além disso, afirmou que motivações políticas estariam por trás da decisão.

Fonte: Folha de S.Paulo

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