Kaspersky alerta: quase 22,5% das redes Wi-Fi públicas da Copa são vulneráveis

Por Ares Saturno | 04 de Junho de 2018 às 16h49
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A Kaspersky Lab analisou 32 mil redes públicas instaladas para atender a demanda durante a Copa do Mundo e concluiu que 22,5% delas apresenta problemas para criptografar dados. Em números absolutos, isso representa 7.126 pontos de conexão potencialmente inseguros para o uso dos visitantes.

Os sinais de rede podem ser úteis durante as comemorações para atualizar status nas redes sociais, fazer check-ins para se encontrar com amigos e postar as selfies da Copa. Entretanto, o assunto pode se complicar um pouco mais se redes vulneráveis forem usadas para trocas financeiras e pagamentos de serviços online. Na incapacidade de as redes públicas criptografarem os dados, as informações podem ser interceptadas por terceiros não-autorizados.

Os achados da Kaspersky Lab analisaram pontos de acesso de 11 cidades-sede da Copa do Mundo: Saransk, Samara, Nizhny Novgorod, Kazan, Volgogrado, Moscou, Ecaterinburgo, Sochi, Rostov, Kaliningrado e São Petersburgo. Além de a criptografia deixar a desejar em muitos dos pontos analisados, também foram encontradas redes que não contam com algoritmos de autenticação, o que também é uma falha de segurança. Basta que algum indivíduo mal-intencionado esteja próximo à rede para coletar informações sem autorização.

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Segundo o relatório da Kaspersky, as cidades com maiores percentagens de conexões inseguras são São Petesburgo, com 37%, seguida de Kaliningrado, com 35%, e Rostov, com 32%. As cidades com conexões mais seguras são também as menores cidades: Saransk tem apenas 10% dos pontos de acesso de Wi-Fi abertos; enquanto Samara tem 17%. Dois terços da totalidade das redes desses locais utilizam a família de protocolos WPA/WPA2, considerados os mais seguros, para dar conta da criptografia de dados.

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