iOS é tão vulnerável quanto o Android, afirma Microsoft

Por Redação | 17 de Outubro de 2016 às 08h22

Responda rápido: qual sistema operacional mobile é o mais seguro do mercado? São grandes as chances de você ter respondido iOS. A ideia de que o SO da Apple é mais seguro que o Robô Verde do Google está diluída no senso comum e até mesmo quem jamais o utilizou está propenso a fazer tal afirmação. Contudo, para Brad Anderson, vice-presidente do setor mobile da Microsoft, as coisas não são bem assim e o iOS é tão ou mais vulnerável que o Android.

Em extensa publicação no blog mobilidade e segurança corporativa da empresa de Redmond, Anderson alerta todos sobre essa nova realidade e apoia seus argumentos nas recém-descobertas falhas de segurança que afetam o sistema móvel da Maçã. Especificamente, ele fala do malware Pegasus. Descoberto pela firma de segurança digital Lookout, o software malicioso é considerado o mais persistente e sofisticado que existe na atualidade para o iOS, pondo em risco todos os que ainda não atualizaram seus iPhones e iPads para a versão mais recente.

Para ele, a praga virtual é o exemplo perfeito de que não existe superioridade entre os SOs móveis quando se fala em segurança, e o iOS é tão ou mais vulnerável quanto o Android. Por isso, os usuários devem tratar do assunto com seriedade, de forma apartidária e sem fanatismo. Afinal de contas, todos os dispositivos móveis, independentemente de sistema, estão sob ataque constante.

"Não estou acusando nem o iOS nem o Android de nada, mas estamos diante de um dilema nesta perspectiva [de segurança]", destaca o executivo na referida publicação. "A questão é que, na atualidade, há ameaças que proporcionam a realização de ataques bem-sucedidos independentemente dos esforços empregados pelas empresas no desenvolvimento dessas plataformas".

No fim das contas, a mensagem que Anderson quer passar é que não há sistema operacional perfeito e que todos estão suscetíveis a ataques. Além disso, para o executivo, o ideal seria que todos assumissem uma postura de vulnerabilidade e, dessa forma, construíssem mecanismos de defesa mais eficientes e eficazes.

Via Enterprise Mobility and Security Blog