Investigação conclui que Tesla não foi culpada por acidente fatal com o Model S

Por Redação | 23 de Janeiro de 2017 às 12h55
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A Administração de Segurança no Trânsito de Rodovias dos Estados Unidos (NHTSA) encerrou as investigações do primeiro acidente fatal envolvendo o modo Autopilot dos carros da Tesla. A colisão fatal envolvendo um Tesla Model S, com seu modo semiautônomo ativado, e uma carreta de grande porte em uma rodovia na Flórida, tirou a vida de Joshua Brown no dia 7 de maio de 2016.

As autoridades americanas concluíram que a companhia de Elon Musk não teve responsabilidade sobre o ocorrido, depois de não encontrarem nenhuma evidência de defeitos no sistema da Tesla. Por este motivo, a NHTSA não vê a necessidade de iniciar um processo de recall do modelo, nem de multar a empresa. Apesar de não culpar a Tesla, a NHTSA criticou a companhia por se referir ao sistema semiautônomo como “piloto automático”.

Não foi identificado nenhum defeito na concepção ou desempenho dos sistemas de piloto automático e frenagem automática de emergência (AEB, na sigla em inglês) do veículo investigado, nem quaisquer incidentes em que os sistemas não tenham funcionado como previsto.

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Culpa do motorista

A investigação também concluiu que a responsabilidade do acidente foi do próprio motorista. Segundo relatório do órgão, o caminhão deveria ter sido visível por Brown por pelo menos sete segundos antes do impacto. A vítima, no entanto, "não acionou nenhuma frenagem, direção ou outras ações para evitar a colisão", indica o documento.

Ainda não está claro o que o motorista estava fazendo na hora do acidente, mas a suspeita é de que ele estivesse assistindo a um filme. Um relatório preliminar divulgado no ano passado indicou que ele estava acima do limite de velocidade da rodovia.

Por meio de uma nota, a Tesla disse que “a segurança de nossos consumidores vem em primeiro lugar e reconhecem o rigor do relatório da NHTSA e sua conclusão”.

Você pode ler o relatório completo da NHTSA clicando neste link.

Fonte: Reuters

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