Internet das Coisas: um olhar otimista para o futuro

Por Colaborador externo | 12 de Junho de 2015 às 09h45

Por Matheus Nani Costa*

Um mundo cada vez mais conectado e compartilhando informações em tempo real é uma verdade inquestionável nos dias de hoje e remete a um debate sobre o futuro da internet das coisas (IoT). Estamos seguros ou vulneráveis com nossas informações pessoais e comerciais transitando, em todo lugar, o tempo todo?

Quando falamos de IoT, estamos tratando de um segmento jovem e imaturo do ponto de vista tecnológico. Não chegamos ainda a critérios de qualidade adequados para sua implementação e, nem mesmo, criamos requisitos que definam padrões de segurança. É como se estivéssemos vivendo novamente o início da internet, quando as transações seguras não eram tão seguras, nem tão robustas quanto são hoje.

Assista Agora: Saiba quais são os 5 maiores problemas das empresas brasileiras e comece 2019 em uma realidade completamente diferente.

Vivemos ainda um momento de fragilidade, onde é quase cada um por si, descobrindo empiricamente quais são as melhores práticas de segurança para essas comunicações. Somado a isso, temos um paradoxo que deixa o debate ainda mais aquecido: gerar comunicações mais seguras demanda um gasto maior de energia. Quão disposto estou a investir nisso?

É preciso um pouco de tempo e paciência: se hoje existe uma fragilidade do ponto de vista da segurança, em um futuro próximo isso deve mudar. É nisso que estamos apostando e para isso que trabalhamos.

O uso de protocolos proprietários e chaves de segurança individuais simétricas são outras saídas que devem ser avaliadas. Cada componente do produto recebe uma proteção individual: mesmo que um item seja corrompido, não irá comprometer a segurança total do sistema.

Apesar do debate parecer pessimista, nem de longe estamos perto do caos tecnológico. Pelo contrário. Assim como foi com a internet, a evolução da indústria levará a critérios de qualidade mais sofisticados e mais complexos. Serão criados padrões comuns que poderão ser seguidos por todas as empresas e a segurança será o requisito mais importante para que um produto de IoT chegue ao mercado.

Em um olhar otimista para o futuro, a internet das coisas é uma bomba relógio - prestes a ser desativada.

*Matheus Nani Costa é diretor de Tecnologia da Rfideas, empresa especializada em gestão de ativos para datacenters.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.