IBM divulga relatório sobre possíveis cibercrimes nos Jogos Olímpicos do Rio

Por Redação | 22 de Julho de 2016 às 21h45

Para avaliar a estrutura da Cibersegurança que o Brasil preparou para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, a IBM acaba de divulgar um relatório que detalha as principais técnicas utilizadas por quadrilhas que atacam por meio da tecnologia, e também revela como cidadãos e instituições podem se proteger destas ameaças. No relatório, a empresa também destacou que eventos de visibilidade mundial, como os próprios Jogos Olímpicos, costumam bater recordes no que diz respeito aos ataques de cibercriminosos, o que faz a prevenção ser essencial para qualquer vítima em potencial.

Segundo a os papéis, a dificuldade em identificar estes criminosos está no fato deles agirem como uma empresa, sempre altamente organizados e equipados. Os ataques podem ocorrer por métodos antigos, como o envio de emails com anexos maliciosos, ou aplicativos baixados fora de um ambiente seguro e controlado pela fabricante do gadget da vítima. A IBM afirmou que conteúdos que oferecem serviços promocionais em relação aos jogos são o principal artifício usado por pessoas mal intencionadas para conseguir acesso ao eletrônico de um determinado usuário. Aplicativos que prometem transmitir os jogos por streaming são um deles, alerta a empresa.

IBM cibercrimes

Acima é possível ver a imagem com uma série de dicas que a empresa criou para ajudar turistas e moradores locais (Foto: Divulgação/IBM)

Também de acordo com o relatório, o maior número de ataques deve ter as transações de pequeno e médio porte como alvos, já que focará em atingir mais as pessoas físicas do que as grandes corporações. Será necessário tomar cuidado com tudo o que envolver transações bancárias, desde transferências, operações de crédito via celular ou caixas eletrônicos até pagamentos simples feitos para comerciantes locais. Devido ao enorme volume de pessoas que visitarão o Rio neste curto período de tempo, os bandidos estarão prontos para explorar quaisquer brechas deixadas pelos sistemas e usuários desavisados.

Embora o texto esteja recheado de alertas e informações importantes, o principal ponto abordado pelo "IBM X-Force Special Report: 2016 Brazilian Threat Landscape" é a pesquisa feita com a análise dos dados coletados pela IBM, que hoje é uma das empresas mais conceituadas na gerência dos grandes volumes de informações. Na pesquisa foram identificadas as duas principais ameaças ao Brasil e àqueles que visitarem o Rio durante o evento. Abaixo você pode ver quais são elas e ler uma breve descrição de como funcionam esses ataques:

  • Ameaças Nacionais — Segundo a IBM, o principal risco apresentado por malwares nacionais não está em sua sofisticação, mas sim em sua quantidade. Pelo fato de grande parte da população não adotar medidas de segurança contra ciberataques, muitos criminosos acabam utilizando os mesmos métodos já conhecidos por autoridades especializadas.

    O método classificado pela IBM como "Janela", por exemplo, é uma das formas mais populares de enganar pessoas no Brasil e no mundo. No caso, este tipo de golpe substitui uma página real, como a de um banco ou de uma loja virtual, por uma página idêntica, mas que cede todos os dados ali informados para os criminosos do outro lado da conexão.

  • Cooperação Internacional — Além das ameaças em solo brasileiro, a IBM alerta que muitas organizações internacionais estão interessadas no roubo de dados que pode acontecer por aqui. Embora a maioria dos ataques seja arquitetada e executada por grupos brasileiros, que têm como objetivo captar moeda para uso local, é importante ressaltar que estes têm ligações com grupos ainda maiores do exterior.

    Por causa dessas comunicações que transcendem as fronteiras brasileiras, a IBM afirma que todos devem se preocupar com os riscos de fraudes envolvendo operações bancárias, independente de sua nacionalidade.

No final de seu texto, a empresa reiterou que, embora os ataques que provavelmente acontecerão no Rio tenham como alvo as pessoas físicas, as organizações públicas e privadas também precisam se preocupar com os riscos do roubo de dados. A principal forma de evitar sofrer um desses ataques é não se expor ao risco, e estar sempre informado sobre as novidades do mundo do cibercrime, já que os códigos maliciosos e os métodos utilizados estão em constante mudança e evolução, mesmo que para a tristeza de muitos.

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A empresa também afirmou que o Brasil tem o segundo maior número de fraudes bancárias do mundo, e que é um dos que mais registram ataques cibernéticos a instituições bancárias (Foto: Reprodução/BankInfoSecurity)

O documento pode ser encontrado na íntegra por meio deste link. É válido informar que a IBM exige um cadastro, sem qualquer tipo de cobrança, para que o conteúdo possa ser lido.

Fonte: IBM

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