Hackers obtiveram informações privadas de funcionários do governo dos EUA

Por Redação | 12 de Junho de 2015 às 11h59

Um dos maiores ataques hackers já sofrido pelo governo dos Estados Unidos parece ser muito maior do que se imaginava. Pelo menos, é isso que afirma o sindicato dos trabalhadores federais do país. De acordo com a instituição, todos os atuais funcionários públicos, bem como aposentados e boa parte daqueles que não são mais empregados do governo tiveram informações roubadas pelos hackers que atacaram o país na última semana.

O golpe, que atingiu o OPM (Escritório de Gestão Pessoal, na sigla em inglês), oficialmente, teve como objetivo obter informações confidenciais dos trabalhadores. Os números oficiais indicam quatro milhões de afetados, mas, segundo o sindicato, o verdadeiro total é muito maior, enquanto fontes internas do governo afirmariam, ainda, que o ataque não teria acontecido uma única vez e sim ao longo de um ano.

Os dados vazados incluem o número de seguro social, endereços, cargos, contracheques e datas de nascimento, além de outras informações pessoais como o histórico de planos de saúde, valores de seguro de vida, totais de pensões recebidas e até mesmo registros sobre serviço militar ou atuação em conflitos. O escopo do que foi obtido fez com que o sindicato criticasse o governo, afirmando que ele não tomou as medidas necessárias para proteger seus funcionários.

Em uma carta aberta escrita por J. David Cox, presidente da união de trabalhadores, é dito que muitos dos dados roubados nem mesmo estavam criptografados. É o caso, por exemplo, dos números de seguro social, equivalente dos Estados Unidos ao RG brasileiro. Ele também critica a falta de interesse das autoridades em cuidar do tráfego que acontece dentro da própria rede e afirma que a presença dos hackers só foi descoberta quando uma empresa externa de segurança foi apresentar uma nova solução às autoridades do OPM.

Ainda, o sindicato denuncia a falta de informações sobre o caso, que atingiria não apenas a imprensa, mas também os próprios funcionários que foram vítimas do ataque. As respostas do governo, afirma Cox, são frias e rápidas, sem muitos detalhes, e todo o caso está sendo tocado em segredo. Oficialmente, porém, o governo dos EUA negou as afirmações do grupo e disse que permanece trabalhando com os números divulgados inicialmente, de cerca de quatro milhões de trabalhadores afetados, entre terceirizados, atuais e aposentados.

Muito do silêncio em relação a toda a questão provavelmente tem a ver com o fato do caso estar sendo tratado como uma ameaça à segurança nacional. No mesmo dia em que a brecha foi descoberta, o governo dos EUA rapidamente afirmou que a invasão veio de endereços virtuais localizados na China, abrindo mais um capítulo na troca de ofensas entre as duas nações.

Não seriam, de acordo com as autoridades, atos criminosos, e sim de espionagem, parte de uma campanha que já viria sendo executada há algum tempo pelo país asiático. Por meio de porta-voz, o governo da China negou veementemente as acusações e disse que as alegações dos Estados Unidos se tornaram uma irresponsabilidade frequente.

Fonte: Associated Press

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