Hackers estão invadindo conferências do Zoom para exibir pornografia

Por Felipe Demartini | 31 de Março de 2020 às 12h12

Em mais um alerta relacionado ao Zoom, aplicativo de videoconferência que se tornou febre nesta pandemia do coronavírus, o FBI está pedindo para que escolas, empresas e outras instituições evitem a realização de reuniões abertas e divulgadas publicamente. As autoridades têm recebido relatos de que conversas dessa categoria estão sendo “bombardeadas” com imagens impróprias, que envolvem pornografia, violência e outros temas, apenas por motivos de zoeira.

De acordo com a divisão de Boston da agência, os relatos sobre esse tipo de ato estão sendo registrados com cada vez mais frequência e teriam como principal intuito a gravação de imagens para postagem em redes sociais. As “trollagens” também seriam voltadas à interrupção das atividades dos órgãos atingidos, apesar de não se tratarem da exploração de falhas de segurança ou causarem danos a eles.

Em um dos casos citados pelo FBI, por exemplo, uma professora de ensino médio do Massachusetts viu dois indivíduos desconhecidos invadindo uma aula para xingar todo mundo e revelar publicamente seu endereço. Em outros dois casos, também no estado americano, participantes não-identificados entraram em salas de aula virtuais exibindo imagens pornográficas ou alegorias nazistas no lugar de suas respectivas webcams.

O problema está se tornando tão popular que o FBI até cunhou um termo para ele, o “Zoom-bombing”. A prática levaria, muitas vezes, à publicação de vídeos em redes sociais, como o que aconteceu em uma conversa entre gerentes da rede de fast food Chipotle, que se viram nessa situação quando uma conversa entre eles envolveu a exibição de cenas de sexo explícito por um “invasor”.

A recomendação do FBI é que as vítimas dessa prática registrem denúncias em um centro digital da agência, enquanto ameaças de violência ou a revelação de informações pessoais devem ter tratamento diferente. Neste caso, trata-se de crimes tipificados, com as vítimas devendo contatar a polícia, em caso de perigo real, ou usar uma ferramenta online de registro de ocorrências.

Além disso, o FBI pediu que os responsáveis por organizações evitem a divulgação de reuniões públicas ou que, pelo menos, não exijam nenhum tipo de credencial para serem acessadas. De acordo com a agência, o ideal é enviar links diretamente para os participantes e controlar quem acessa a sala, além de usar configurações de segurança que, por exemplo, limitam o compartilhamento de imagens da tela apenas para o anfitrião, por exemplo.

Apesar de não se tratarem da exploração de falhas de segurança, o FBI também recomenda que todos os usuários tenham a versão mais recente do Zoom em seus celulares ou computadores, já que isso também garante proteção contra eventuais vulnerabilidades. Com o crescimento na popularidade dos aplicativos, aumentou também o número de golpes contra usuários ou que tentam se aproveitar o estado de reclusão e home office das pessoas. Então, todo cuidado é pouco.

Fonte: Bleeping Computer

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