Hackers divulgam mais 20 GB de dados do site de traições Ashley Madison

Por Redação | 20.08.2015 às 16:13
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O caso envolvendo o site de relacionamentos extraconjugais Ashley Madison acaba de ficar um pouco mais complicado. Após divulgarem quase 10 GB de dados roubados do serviço, hackers do grupo Impact Team publicaram uma leva ainda maior de informações pessoais dos usuários da plataforma.

De acordo com o site Motherboard, estima-se que o vazamento desta quinta-feira (20) tenha o equivalente a 20 GB de dados. Os hackers também teriam enviado uma mensagem a Noel Biderman, CEO do grupo Avid Life Media, responsável pelo Ashley Madison: "Ei, Noel. Agora você pode admitir que isso [o hack] é real", disseram os invasores. Tudo foi disponibilizado em uma página da Deep Web, mas já pode ser encontrado em sites populares de torrents.

Até o momento, nenhum responsável pelo site de traições confirmou se a segunda leva de dados vazados pelo Impact Team é real. Além disso, não se sabe exatamente qual o conteúdo dos arquivos revelados hoje.

A invasão ao Ashley Madison veio a público no final de julho, quando os hackers afirmaram terem invadido o serviço e ameaçaram divulgar os dados das 37 milhões de pessoas cadastradas na plataforma. Para não divulgar as informações, os invasores fizeram algumas exigências, entre elas o fechamento do Ashley Madison e de um outro site que faz parte do Avid Life Media, o Established Men, que permite marcar encontros sexuais entre mulheres jovens e homens bem-sucedidos.

Na época, a empresa confirmou o ataque e afirmou ter melhorado a segurança do serviço, mas não desativou nenhuma plataforma. Por conta disso, os hackers publicaram nesta quarta-feira (19) os 10 GB de dados dos milhões de internautas que acessam o site. "Nós explicamos a fraude, engano e estupidez da Avid Life Media e seus membros. Agora todo mundo pode ver os seus dados. Tenha em mente que o site é uma farsa com milhares de perfis femininos falsos", escreveu o Impact Team, que assumiu a autoria dos ataques.

Os hackers também destacaram que o Ashley Madison, além de promover encontros extraconjugais, adota práticas ilegais com seus clientes. Uma delas é uma suposta cobrança de US$ 19 para que o usuário apague todos os seus dados dos servidores da empresa, só que essa remoção não acontecia de fato. Outro ponto defendido pelo grupo de invasores é que vários perfis femininos na plataforma são falsos e feitos especificamente para enganar os homens, passando a impressão de que muitas mulheres estão cadastradas no site.

Antes do ataque, o Avid Life Media estava prestes a levantar US$ 200 milhões por meio de investimentos e mirava uma abertura de capital na Bolsa de Valores de Londres, no Reino Unido. Por mês, o site registra 124 milhões de visitantes únicos, tornando-o na 18º maior página adulta do mundo.

Fontes: Motherboard, Business Insider