Governo sul-coreano quer mais segurança em baterias de smartphones

Por Redação | 06.02.2017 às 17:33
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Depois dos problemas da Samsung com suas baterias de íon de lítio com o Galaxy Note 7, as preocupações com a segurança nas fontes de energia dos dipositivos móveis ficaram mais latentes. Tanto que o governo da Coreia do Sul, país natal da Samsung e concorrentes como LG, também resolveu entrar nesta questão.

Nesta segunda-feira (06), o Ministro de Comércio, Indústria e Energia do país asiático divulgou uma nota apontando a intenção do governo em promover mais testes para estes componentes na indústria de eletrônicos no país.

"Nós pedimos que a indústria compartilhe a visão de que se esforçar para garantir segurnaça é tão importante quanto desenvolver novos produtos através de inovações tecnológicas", afirmou Jeong Marn-ki em comunicado.

O político não deu muitos detalhes de como pretende levar o plano adiante, mas ele afirmou que o governo acompanhará de perto os esforços da Samsung em sua nova metodologia de segurança para as baterias em seus aparelhos. Uma possível nova política do governo também pode envolver regulações para casos de recall, como aconteceu com o Note 7.

Para garantir a segurança das baterias, a Samsung anunciou em janeiro um novo programa de testes em seus dispositivos. A iniciativa inclui exames como raios-X dos smartphones fabricados e testes ainda mais extremos de estresse para assegurar a qualidade dos componentes.

Já sob a instauração da nova política de segurança e testes, a Samsung está preparando seu próximo flagship, o Galaxy S8. Segundo fontes, os modelos do Galaxy S8 - tradicional e Edge - virão com baterias de 3,250 mAh e 3,750 mAh, respectivamente. Isso representa um grande salto em relação à geração anterior do aparelho, que teve 3 mil mAh no S7 convencional e 3,500 mAh em sua versão Edge.

Ainda assim, resta saber como a bateria dos novos aparelhos da Samsung poderão entregar mais energia dentro de um tamanho reduzido. No caso do Note 7, foi esta mesma proposta que causou os problemas iniciais do aparelho. Em sua primeira remessa, a bateria era grande demais para o case em que ela ficava contida, o que fez eletrodos que deveriam ficar separados se sobreporem, o que poderia gerar aquecimentos e curtos-circuitos. Esse falha na proteção da bateria de ion de lítio ocasionou superaquecimentos.

Fonte: TechCrunch