Governo, saúde e educação foram prioridades de hackers em 2015

Por Redação | 09 de Março de 2016 às 14h55

Um relatório publicado pela Trend Micro mostra que os hackers estão cada vez mais fortes em vetores de ataque, esforços de ciberespionagem e atividades do submundo cibernético. O relatório anual de Roundup de Segurança, "Setting the Stage: Landscape Shifts Dictate Future Threat Response Strategies" também confirma que os atacantes estão mais ousados, inteligentes e corajosos. O relatório se baseou no ano de 2015 e confirmou que as soluções tradicionais de proteção já não são suficientes para manter os usuários seguros.

Os setores mais afetados pelos ataques em 2015 foram o de saúde, educação e governo. Segundo Raimund Gene, CTO da Trend Micro, "a prevalência e a sofisticação da extorsão, da ciberespionagem e da expansão de ataques dirigidos agora ditam que as estratégias organizacionais de segurança devem estar preparadas para defender contra um ataque potencialmente maior em 2016". Na visão da empresa de segurança da informação, a Internet das Coisas é chance para que os hackers avancem ainda mais nos ataques.

As extorsões on-line e os ataques cibernéticos se tornaram uma das principais preocupações em 2015, com várias organizações sendo atacadas. Entre elas está o site Ashley Madison, que teve 30 milhões de membros com dados expostos, e a empresa de vigilância Hacking Team, que foi vítima do vazamento de 400 gigabytes de e-mails da empresa. No setor de saúde, o Anthem, um dos maiores grupos de seguro de saúde dos Estados Unidos, teve dados pessoais de 80 milhões de clientes expostos na rede.

O relatório destacou alguns dados preocupantes. No ano passado, houve mais de cem zero-days encontrados, além da antiga campanha de ciberespionagem, o Pawn Storm, que utilizou vários zero-days exploits para atingir a organização de defesa dos Estados Unidos, as forças armadas de um país da OTAN e também vários Ministérios de Relações Exteriores. O ano de 2015 também foi o ano em que os criminosos começaram a explorar mais a fundo a Deep Web. Ofertas de crimeware em ambiente oculto e a formação dos cibercriminosos evoluiu para corresponder às exigências dos seus respectivos países.

Em 2015, o crypto-ransomware, que exige resgate para liberação de dados sequestrados, aumentou 83% em relação ao uso global de ransomwares. O Cryptowall foi a variante mais utilizada, chegando nos computadores dos usuários através de downloads maliciosos ou e-mails. Ataques contra dispositivos conectados também aumentaram drasticamente no ano passado. Carros e empresas inteligentes foram algumas das novas preocupações originadas pela Internet das Coisas.

Via B!T Magazine

Fonte: http://www.bitmag.com.br/2016/03/saude-educacao-e-governo-foram-setores-mais-atacados-por-hackers-em-2015/

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