Governo dos EUA desafia hackers a atacar sistemas de segurança do Pentágono

Por Redação | 05 de Março de 2016 às 08h05
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Em tempos de ciberespionagem, nada melhor do que dar um reforço a mais nas próprias técnicas de segurança. Foi pensando nisso que o Departamento de Defesa norte-americano lançou um programa inédito e bastante inusitado: o Hack The Pentagon, em que desafia hackers que estejam dispostos a invadir as redes de segurança do Pentágono, além de sites do governo dos Estados Unidos.

O objetivo é que os participantes encontrem bugs, falhas e possíveis brechas de segurança que podem ser exploradas, além de identificar soluções antes que esses problemas possam ser usados para ações mal-intencionadas. Os interessados em ingressar na iniciativa precisam ser residentes dos EUA (com cidadania americana) e provar que não possuem antecedentes criminais.

Por questões de segurança, os hackers não vão lidar com sistemas mais sofisticados, apenas redes menos sensíveis e voltadas ao público em geral – pelo menos inicialmente. Apesar de não haver uma confirmação oficial, o Pentágono pode premiar com dinheiro os participantes capazes de identificar as fragilidades nos sistemas e páginas públicas do órgão governamental. O programa será conduzido pelo Serviço de Defesa Digital do Pentágono e terá início em abril.

Vale lembrar que o Pentágono já trabalha com um sistema interno de testes no qual um time de especialistas (o chamado "red team") ataca a própria rede para monitorar possíveis falhas em seus computadores.

Segundo Ash Carter, secretário de Defesa do Pentágono, a ideia é que, ao permitir que mais pessoas detectem eventuais problemas que podem afetar a rede do governo, novas soluções de correção sejam desenvolvidas. Além disso, Carter acredita que o programa vai oferecer desafios diferenciados para a segurança do sistema.

"Convidar hackers responsáveis a por à prova nossa cibersegurança é certamente um destes casos. Estou confiante de que esta iniciativa inovadora vai reforçar nossas defesas digitais e, em última instância, melhorar nossa segurança nacional", destacou o secretário.

Fonte: Reuters