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Google vê queda em anúncios maliciosos, mas números ainda são alarmantes

Por Felipe Demartini | 14 de Março de 2019 às 12h32
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Ao longo de todo o ano de 2018, a Google retirou do ar nada menos do que 2,3 bilhões de propagandas consideradas maliciosas. O total é expressivo, mas, para a empresa, também representa uma melhoria, pois é 28% menor que o registrado em 2017, mostrando que a plataforma de anúncios da companhia está bem mais segura, o que significa que seus usuários também estão.

Os chamados “bad ads” são aqueles que infringem as normas de publicidade da Google. Em sua maioria, são tentativas de golpes e fraudes ou disseminadores de malware a partir das propagandas que prometem mundos e fundos aos usuários, mas só entregam crime. Com a popularidade da solução de propaganda da gigante, é claro que esse se transforma em um ótimo vetor para que os responsáveis cheguem rapidamente ao maior número possível de pessoas.

De acordo com a companhia, essa redução está relacionada a uma série de fatores. Desde 2017, por exemplo, a Google vem investindo em banir não apenas a veiculação de anúncios maliciosos, mas também no bloqueio das contas e grupos responsáveis por eles. Uma prova disso é que, apesar da redução no número total de propagandas removidas, o total de usuários bloqueados mais do que duplicou em 2018, com quase um milhão de banimentos ao longo do ano.

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Essa é, também, uma forma de garantir que as propagandas voltadas para o crime sejam bloqueadas antes mesmo de serem exibidas ao público. O investimento em sistemas de inteligência artificial acompanhou um aumento nas diretrizes que classificam um anúncio como problemático, com os anunciantes tendo de cumprir três vezes mais requisitos em 2018 em relação ao ano passado. Para quem trabalha direito, não houve mudança perceptível ou maior complexidade, mas a companhia acredita ter dado mais trabalho para os golpistas.

Mesmo assim, o trabalho ainda está longe de chegar a um patamar de tranquilidade. Ao longo do ano passado, 1,5 milhão de aplicativos e 28 milhões de páginas chegaram a exibir anúncios maliciosos para os usuários, que passaram pelos crivos automatizados e só foram identificados depois. O total também é menor do que o do ano passado, mas mostra que ainda há muito a ser realizado.

A Google aproveitou a ocasião para também enaltecer seu programa de verificação de anúncios políticos que, em antecipação às eleições de novembro do ano passado nos EUA, lançou novas diretrizes para esse tipo de publicidade. 143 mil publicações foram validadas pela companhia desta maneira, enquanto os usuários passaram a ter acesso a dados sobre quem adquiriu os comerciais. Neste ano, recursos semelhantes devem chegar a países da União Europeia e à Índia, que também têm votações marcadas para acontecer.

Apesar de as fraudes representarem o maior número de remoções de propagandas, a Google aproveitou o momento para citar outras práticas que vão contra seus termos de uso. A empresa tirou do ar 530 mil propagandas de serviços financeiros que ofereciam empréstimos para pagamento de fiança ou dívidas com a Justiça e mais 207 mil anúncios relacionados a serviços de revenda de ingressos.

Na outra ponta, 15 mil sites e 22 mil aplicativos tiveram seus direitos de exibirem anúncios da Google revogados por trazerem conteúdo malicioso, contendo discurso de ódio ou utilizarem de artimanhas para gerar cliques e inflar ganhos. Ao longo de todo o ano de 2018, 1,2 milhão de páginas deixaram de exibir as propagandas da empresa por conta disso.

Operação criminosa

Em seu relatório de transparência sobre a plataforma de publicidade, a Google também relatou ter participado das investigações que levaram ao desbaratamento de uma operação global voltada para fraudes em anúncios. Chamada 3ve, a campanha mirava computadores no interior de data centers ou instituições financeiras com malwares e sites falsos em busca de credenciais de acesso para esses sistemas.

Segundo as informações da gigante, mais de 10 mil domínios falsos foram criados como parte da operação, bem como, em seu auge, três bilhões de lances diários em leilões de anúncios eram realizados. A Google disse ter colaborado com o FBI e com a empresa de segurança da informação White Ops nas investigações sobre a campanha que levaram à prisão de oito pessoas.

Fonte: Google

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