Golpes envolvendo educação online crescem incríveis 20.000% no 1º semestre

Por Felipe Demartini | 11 de Setembro de 2020 às 21h00
mohamed Hassan/Pixabay
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O isolamento social decorrente da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) levou a um aumento de 20.000% nos casos de golpes que chegam disfarçados como aplicativos educacionais ou materiais voltados à educação online. O Brasil foi o quinto país mais atacado por campanhas dessa categoria, voltadas para roubar dados, interromper os trabalhos ou infectar dispositivos.

Os números são da Kaspersky e são relativos ao primeiro semestre de 2020. O Zoom, utilizado para conferências remotas e que se tornou o principal aplicativo das instituições de ensino durante as aulas online, foi usado como isca em 99% dos casos, contra apenas 14% no mesmo período de 2019. Aqui, se encaixam todos os tipos de golpes envolvendo a plataforma, como a oferta de aplicativos falsos ou manipulados e links comprometidos para instalação de malwares. O Moodle aparece em segundo lugar, com 0,4% das detecções contra 60% no período anterior.

As mudanças nas rotinas dos estudantes também levaram a uma modificação no comportamento dos criminosos, com 90% dos ataques detectados pela Kaspersky sendo do tipo riskware, com pragas que dão controle remoto dos dispositivos aos criminosos, permitindo que eles realizem ações sem o consentimento dos usuários. Outros 7% dos golpes envolveram adwares, que exibem anúncios cuja venda vai para o bolso dos golpistas, enquanto 1% dos registros foram de trojans.

Pesquisa confirma resultados anteriores

Os números divulgados pela Kaspersky acompanham constatação semelhante da Check Point, que na última semana, revelaram um aumento de mais de 30% no registro de domínios fraudulentos relacionados à educação online entre julho e agosto, em relação aos meses anteriores. Tais endereços são usados, também, em tentativas de phishing contra os usuários e roubo de dados pessoais ou financeiros.

Da mesma forma, o novo levantamento mantém o fluxo já alto de ataques ligados às aulas online que, de acordo também com a Kaspersky, já vinha apresentando crescimento de 350% no primeiro trimestre deste ano no Brasil. Enquanto o nosso país, como dito, aparece entre os cinco mais atacados, ele não está entre os maiores na taxa de sucesso dos golpes, um ranking liderado pela Rússia, onde 59 usuários foram vítimas a cada 1.000 tentativas por parte dos hackers.

“A pandemia foi uma fonte inesgotável de iscas para golpes, com os criminosos sempre procurando temas populares para adaptar seus ataques”, explica Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil. Ele aponta a explosão do Zoom no segmento de educação online como o grande motivo pelo qual o app liderou a lista de ataques no primeiro semestre de 2020, com a ideia de que escolas e universidades seguirão em regime doméstico até o final do ano servindo como potencializador ainda maior do já alto fluxo de tentativas atual.

O especialista indica que as instituições de ensino apliquem medidas de segurança para que o ambiente de aprendizagem digital seja protegido. Os alunos devem receber orientações sobre proteção de dados, entendendo como reconhecer malwares e os perigos das comunicações fraudulentas, enquanto configurações corretas de segurança de dados e acesso às aulas devem ser aplicadas aos softwares utilizados no dia a dia.

Fonte: Kaspersky

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