Fortinet e IDC lançam pesquisa para empresas avaliarem seus índíces de segurança

Por Rafael Romer | 26 de Agosto de 2015 às 08h32

A empresa de segurança Fortinet e a consultoria de mercado IDC lançaram nesta terça-feira (25) o Indicador Digital de Segurança, uma pesquisa que tem como objetivo permitir que empresas façam uma consulta rápida sobre a maturidade de seus sistemas de segurança. A plataforma é anônima, agnóstica e gratuita e estará disponível por um período de um ano. Ao final do período, os dados deverão dar origem a um levantamento sobre o atual estado da segurança corporativa de empresas do Brasil e América Latina.

A pesquisa contém uma série de perguntas divididas em cinco módulos, cada um focado na análise da segurança em diferentes áreas de atuação das empresas: redes sociais, nuvem, data center, mobilidade e serviços gerenciados. Os módulos também levam em consideração aspectos regionais das empresas latino-americanos como, por exemplo, o elevado índice de serviços terceirizados, que trazem diferentes desafios de segurança para organizações da região. Além disso, cada um dos módulos será analisado dentro de três verticais diferentes: pessoas, tecnologia e processos, cada uma focada em diferentes aspectos e desafios da segurança corporativa.

Ao final do questionário, as empresas recebem resultados que classificam suas ações de segurança de acordo com três grupos de maturidade elaborados através dos dados do IDC na região: nível conservador, que são ações básicas de segurança; nível neutro, que são ações moderadas; e o nível inovador, que são empresas que implementam sistemas avançados de proteção de dados e ativos.

De acordo com a Fortinet, a pesquisa é focada em profissionais de segurança das empresas e o ideal é que fosse respondida por tomadores de decisão no setor, como Diretores de Tecnologia das companhias.

Ainda assim, uma das propostas do report consultivo é estimular a discussão interna sobre plataformas de segurança, facilitando a conversa entre áreas técnicas e de negócios através das informações disponíveis no levantamento. "Nosso objetivo principal é aumentar o conhecimento que as pessoas e as empresas têm sobre a sua própria segurança para que possam tomar melhores decisões, há uma falta de dados concretos sobre segurança nas empresas", explicou o vice-presidente de vendas da companhia, Pedro Paixão.

Mercado em expansão

Apesar de já atuar no Brasil desde 2004, a Fortinet realizou nesta terça seu primeiro evento voltado para clientes no país, em São Paulo, de olho em um mercado que tem se expandido nos últimos meses. A empresa não revela dados locais, mas observou um crescimento de 40%, com faturamento de US$ 297,2 milhões no primeiro semestre deste ano, e está investindo em recursos internos para expandir a presença no país.

"Ter uma arquitetura segura acaba causando uma economia para os clientes, isso acaba abrindo uma nova perspectiva e oportunidade de mercado de clientes que estavam com outras soluções e precisaram reanalisar seu ambiente", afirmou o Country Manager da Fortinet para o Brasil, Frederico Tostes.

A estratégia da companhia é ocupar mais espaço em diferentes regiões do Brasil durante o período de retração de gastos de TI e segurança para ter uma posição de destaque quando as companhias voltarem a investir com força no setor. Só neste ano, a companhia aumentou o seu efetivo no Brasil em mais de 50%, para 42 colaboradores, com expectativa de chegar a 51 funcionários até o final do ano.

Entre as contratações estão "evangelistas" dedicados a expandir a presença da companhia em novas praças com crescimento elevado. Neste ano, a Fortinet abriu operações em locais onde não estava antes, como Fortaleza, Brasília, Belém e Curitiba. Entre as áreas que têm observado crescimento no Brasil estão setores tradicionais para a companhia, como telecomunicações, mas também algumas áreas novas, como o varejo.

"Apesar de estarem passando por grandes dificuldades, porque foi um dos que mais sofreu nesse início de crise, o mercado varejista está tendo que se adaptar muito rápido. Foi um dos mercados que mais cresceu para a gente nesse primeiro semestre de 2015", comentou Tostes.

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