Facebook e Twitter ajudaram investigações que prenderam terroristas no Brasil

Por Redação | 25 de Julho de 2016 às 11h52

Duas das maiores redes sociais do mundo, o Facebook e o Twitter colaboraram com os investigadores para a prisão de supostos militantes islâmicos no Brasil. As empresas forneceram à Polícia Federal informações sobre os suspeitos nas redes sociais. De acordo com o juiz Marcos Josegrei da Silva, em entrevista a TV Globo, a cooperação das empresas foi fundamental para se compreender a natureza das conversas realizadas pelos suspeitos.

Sem entrar em detalhes, o juiz afirmou que as empresas cederam dados relacionados ao conteúdo das conversas e dados sobre onde as conversas foram postadas. Segundo os investigadores da operação "Hashtag", os suspeitos têm simpatia pelo grupo Estado Islâmico e trocaram mensagens por meio de aplicativos e da internet discutindo "atos preparatórios" para um possível ataque na cidade do Rio de Janeiro durante as Olimpíadas, que começarão no dia 5 de agosto.

Em entrevista, o juiz afirmou que não há anonimato para esse tipo de atividade na internet. Representantes do Facebook e do Twitter se recusaram a fornecer mais detalhes sobre o caso. Porta-vozes das empresas disseram que as companhias têm tolerância zero com atividades que estejam relacionadas ao terrorismo e outros crimes. Segundo eles, as empresas cooperam com as autoridades da Justiça quando necessário.

A Polícia Federal informou na noite deste domingo (24) que o 12º suspeito foi preso. Encontrado no Mato Grosso, o homem será interrogado e transferido para uma penitenciária federal, assim como os outros suspeitos que estão sob custódia.

Via Reuters

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