Especialista dá dicas para que você não caia em armadilhas ao buscar pelo Google

Por Redação | 04 de Julho de 2017 às 17h04

A busca orgânica (ou seja, aquela feita manualmente pelo usuário que traz resultados não patrocinados), pode trazer vários resultados indesejados, como aqueles links contendo arquivos maliciosos e sites não tão seguros assim. Existem mais de 500 milhões de malwares conhecidos, e muitos usuários acabam tendo suas máquinas infectadas ao realizar tarefas cotidianas, como usar buscadores convencionais.

Aylton Inácio, webmaster da Microcamp e especialista em busca orgânica, explica que isso acontece por conta de uma falsa sensação de segurança que os grandes sites de busca passam para a gente. “O mais importante é prestar muita atenção no endereço do link e verificar se é de uma fonte conhecida, pois criminosos utilizam links muito parecidos com os verdadeiros para fazer com que o usuário acesse um site com conteúdo malicioso”, explica.

Como a busca orgânica é de extremo interesse por parte de empresas que investem em SEO, pessoas mal intencionadas acabam atingindo milhões de pessoas usando as mesmas técnicas que melhoram o posicionamento de suas páginas nos resultados da busca. E os sites de busca, como Google, Yahoo! e Bing, aumentam a qualidade de seus resultados com base em critérios técnicos e de conteúdo, mas não marcam especificamente links potencialmente maliciosos para que o usuário os diferencie rapidamente.

Para evitar transtornos, Inácio recomenda, em primeiro lugar, manter o antivírus do computador sempre atualizado, bem como garantir que o navegador esteja rodando sua atualização mais recente. Contar com uma proteção extra também é uma boa, como, por exemplo, ferramentas que ajudam a verificar c confiabilidade dos endereços listados na busca. Uma delas é o SiteAdvisor, que é gratuita.

Outro detalhe em que os usuários precisam prestar atenção são as URLs curtas, que podem mascarar o destino real de seu navegador. Essas URLs são, na verdade, links reais que recebem um novo endereço com o uso de serviços de encurtadores de URL, como o https://goo.gl, do próprio Google.

Além disso, extensões “.com”, “.net”, “.gov” e “.org” merecem cautela. Como sites governamentais usam “.gov.br” e entidades não governamentais usam “.org.br”, aqui no Brasil, “deve-se atentar aos sites que são apenas “.org” - sem br -, pois eles podem ser registrados sem documentação oficial”. Isso não significa que sites com extensões “.com” ou “.net” são necessariamente problemáticos, mas não custa averiguar se aquele site é mesmo daquela empresa antes de clicar.

“Não deixe informações pessoais e fotos disponíveis no perfil público das redes sociais e tome cuidado ao clicar em links enviados por fontes desconhecidas”, também aconselha o especialista. “Na internet, muitas vezes as pessoas acham que podem fazer de tudo e não é bem assim”. Todo cuidado é pouco!

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