SWIFT deve anunciar novo plano de segurança nesta semana

Por Redação | 26.05.2016 às 17:15

O serviço de segurança de mensagens SWIFT presente em diversos sistemas de internet banking internacional está planejando o lançamento de um novo programa de segurança. O lançamento será importante para reposicionar a SWIFT em uma posição de confiança aos olhos do público. Após o caso do Bangladesh Bank em que hackers invadiram o sistema bancário e roubaram US$ 81 milhões, a SWIFT teve sua reputação ferida no mercado.

O CEO da SWIFT (Sociedade para Telecomunicação Financeira Interbancária Mundial, em tradução livre), Gottfried Leibbrandt, tem uma conferência agendada em Bruxelas nesta semana para dar mais detalhes sobre um novo plano de cinco fases que a empresa elaborou para se reerguer.

O primeiro passo será pedir que as empresas melhorem "drasticamente" o sistema de compartilhamento de informações, para aumentar o nível de procedimentos de segurança em relação ao SWIFT. Além disso, eles também querem que os bancos aumentem o uso de softwares que possam detectar pagamentos fraudulentos.

A SWIFT também planeja fornecer procedimentos mais rigorosos para que auditores e reguladores possam analisar se os procedimentos de segurança do SWIFT são bons o suficiente.

Segundo especulações da agência Reuters, Lebbrandt acredita que os hacks aconteceram principalmente por culpa dos usuários nos bancos. Por outro lado, executivos da indústria financeira dizem que a SWIFT não atuava de maneira tão ativa quanto deveria.

Os usuários frequentemente não informam a SWIFT de brechas de segurança nos sistemas, e mesmo agora nenhuma ação foi tomada para barrar usuários que não são capazes de passarem informações. É nesse ponto que a SWIFT quer atuar para melhorar a segurança.

A empresa de segurança também afirma que a culpa não é só dela, e que as autoridades também são responsáveis por resolver casos de roubos. Segundo Leibbrandt, a SWIFT "não é toda poderosa, não somos reguladores, não somos a policia".

De qualquer forma, a única coisa a ser feita agora é esperar para ver a reação da indústria bancária à aparição do CEO na conferência.

Fonte: Reuters