Embora 85% das empresas usem a IoT, maioria não realiza testes de segurança

Por Redação | 07 de Outubro de 2016 às 09h29

Apesar de 85% das empresas afirmarem que utilizam Internet das Coisas em suas operações, mais de dois terços (68%) dessas organizações não possuem uma estratégia de teste voltada a IoT. É o que mostram os resultados do Relatório Mundial sobre Qualidade 2016 desenvolvido pela Capgemini, provedora de serviços de consultoria, e a Sogeti, sua subsidiária de serviços de tecnologia e engenharia. O levantamento examinou a qualidade das aplicações e dos testes em diferentes setores, em 32 países.

À medida que cresce a importância do papel da Internet das Coisas para as operações do negócio, todas as empresas devem adotar uma estratégia baseada em riscos, que crie um ecossistema de testes seguros. Para isso, a Capgemini recomenda o investimento em soluções as-a-service (como serviço) para a gestão do ambiente, gestão dos dados e execução dos testes, bem como níveis superiores de engenharia em suas equipes, para que possam manter a integridade do sistema e impulsionar a inovação.

De acordo com a pesquisa, as empresas, pressionadas para implementar novos produtos e serviços digitais, acham difícil encontrar um equilíbrio entre qualidade e velocidade de desenvolvimento, principalmente quando se trata de IoT. A parcela do orçamento deste ano dedicada à garantia da qualidade e aos testes caiu 31%, após um aumento significativo e preocupante de 18% para 35% nos anos anteriores. Apesar da redução registrada neste ano, a previsão geral é que os gastos aumentarão para 40% em 2019.

O estudo revela ainda que muitas empresas estão adotando máquinas inteligentes para cortar custos e gerar eficiência. A crescente adoção de tecnologias digitais está consumindo grande parte do orçamento, e as empresas estão tendo dificuldade para equilibrar a inovação e o custo, sendo que 48% não estão conseguindo atender às necessidades conflitantes que surgem quando administram vários ambientes de teste. Para combater essa dificuldade, o relatório aponta para a necessidade de investir mais na garantia da qualidade baseada em inteligência para identificar e prever problemas de qualidade antes que ocorram.

Embora também haja um aumento na adoção de metodologias de teste ágeis e de DevOps para ajudar as empresas a lançarem novos produtos e serviços mais rapidamente, 44% delas estão relutantes em envolver as equipes de teste na fase inicial do planejamento, acreditando que isso inibirá a velocidade, colocando a segurança da empresa em risco.

O levantamento mostra que os desafios de implementação de DevOps vão muito além de questões ligadas à garantia de qualidade e riscos ao negócio, e que, caso não seja possível quebrar os silos criados pelas unidades de negócios, os benefícios do DevOps são reduzidos. Em uma tentativa de equilibrar os custos adicionais dessas novas tecnologias, 40% das empresas estão adotando análises preditivas para automatizar o processo de teste o máximo possível.

Fonte: IPNews

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