Em breve, impressão digital vai nos permitir fazer a maior parte das coisas

Por Colaborador externo | 25 de Setembro de 2015 às 07h47
photo_camera Corbis

Por Kerry Reid*

Se tivéssemos de destacar apenas uma tecnologia com alto valor de uso no nosso dia a dia, seria difícil não mencionar a ‘impressão digital’ – atributo físico inviolável, que não pode ser alterado por criminosos. Num futuro próximo, tudo com o que vamos contar para realizar uma série de atividades dentro da nossa rotina são nossos dedos. Quando os leitores de impressão digital de alta qualidade e segurança estiverem disponíveis nos smartphones, meios de transporte, locais de trabalho, caixas eletrônicos, escolas, hospitais, academias de ginástica etc., tudo quanto fizermos terá um nível de segurança imensamente maior do que hoje. A possibilidade de saber ‘quem’ está fazendo ‘o quê’ faz cair por terra um número enorme de fraudes e ações mal-intencionadas.

Imagine: você sai de casa e tanto para pegar ônibus ou metrô não é preciso mais levar dinheiro trocado nem cartão, apenas o dedo (que foi cadastrado numa conta regularmente abastecida). Depois, ao invés de bater o cartão de ponto, você usa novamente o dedo para registrar o horário de chegada ao trabalho. Dependendo da empresa em que atua, também usará o dedo para ter acesso a áreas restritas, máquinas especiais ou medicamentos de uso controlado. Antes do almoço, você passa num caixa eletrônico para fazer uma retirada e não precisa se lembrar de senha alguma. À tarde, não se sentindo muito bem, resolve ir até um hospital e é prontamente atendido quando sua impressão digital demonstra que está em dia com o plano de saúde. Ainda usando apenas o dedo indicador, vai à faculdade depois do trabalho e ainda passa na academia antes de voltar para casa.

Em resumo, dentro de muito pouco tempo as pessoas deixarão de carregar vários documentos, cartões e crachás, e não vão mais precisar memorizar senhas. Nesse sentido, a identificação de uma pessoa pela leitura de sua impressão digital vai facilitar muito a vida de todos. Ao ser parado numa blitz, por exemplo, não será mais preciso procurar a carta de motorista e os documentos do carro, já que todas essas informações estarão armazenadas num grande banco de dados – acionado pelo leitor de impressão digital. Os primeiros registros, inclusive, já vêm sendo feitos nesses moldes, como os novos RGs, passaportes, títulos de eleitor, licenças para dirigir etc. Na medida em que as pessoas estão cada vez mais agitadas, será muito bom não precisar forçar a memória para se lembrar de onde colocou determinado documento.

Por outro lado, com tantas instâncias tendo acesso a seus dados, é fundamental aumentar a segurança dessa operação. No caso dos bancos, que são altamente exigentes com o fator segurança do usuário, dois em cada três caixas eletrônicos no Brasil adotou a tecnologia de imagem multiespectral – que permite identificar qualquer impressão digital, ainda que o dedo esteja sujo, molhado, desgastado pelo tempo ou pelas condições de trabalho. Trata-se de uma aplicação altamente segura. Além de capturar a imagem externa da impressão digital, também capta a imagem de uma camada interna da pele, que reproduz o mesmo padrão. Isso torna todo o processo muito mais seguro para o usuário e para as empresas e departamentos do governo.

Atualmente, o lançamento recente do leitor de impressões digitais V371 possibilitou que administradores de programas verifiquem as identidades dos usuários através de um leitor que reconhece tanto o cartão como a impressão digital. A solução foi projetada para simplificar processos e transações, combatendo o uso de impressões digitais falsas. Esse leitor traz o melhor desempenho biométrico de impressão digital disponível para aplicativos de leitura sem contato, em situações em que conhecer a pessoa é de extrema importância. Originalmente concebido dentro de um programa nacional de registro civil, o V371 é uma ferramenta excelente para toda verificação de identidade em que os indivíduos inserem suas informações de impressão digital em um cartão de contato. A validação é realizada ao confrontar a impressão digital do indivíduo com os dados biométricos registrados no momento da inscrição. Pode-se dizer que esse é o primeiro asso para um futuro livre de documentos em papel ou plástico.

* Kerry Reid é vice-presidente global de vendas da HID Biometrics