Descendente do Stuxnet está invadindo bancos mundialmente, inclusive no Brasil

Por Redação | 08 de Fevereiro de 2017 às 19h21

Sete anos depois do Stuxnet ser descoberto, famoso worm de computador que atacou as instalações nucleares do Irã, um descendente do vírus está aparecendo em bancos e outras organizações pelo mundo, segundo a Kaspersky.

Batizado de Duqu 2.0, o malware invisível foi detectado em mais de 40 países, incluindo 6 casos no Brasil. Ele foi descoberto pela empresa de segurança digital há dois anos e é uma forma mais avançada do malware Duqu que estava ligado ao Stuxnet em 2011.

A Kaspersky descobriu que mais de 140 instituições – incluindo bancos, organizações governamentais e empresas de telecomunicações – foram infectadas com este malware utilizado por hackers para pegar dinheiro de contas de bancos. Não está claro quais são exatamente essas contas, organizações e empresas afetadas, mas o problema parece ter se espalhado bastante.

O chamado “malware fileless” – que não precisa de nenhum arquivo para invadir o sistema – é único em sua habilidade de desaparecer logo depois de ser instalado num servidor. Uma vez que o computador atacado é reiniciado, o malware renomeia a si mesmo, o que faz com que não deixe qualquer rastro.

Ainda segundo a Kaspersky, pode levar vários meses até que o administrador do sistema perceba que a máquina foi infectada. Durante esse período, os hackers conseguem roubar livremente as informações da empresa afetada.

Por enquanto, parece que instituições terão mais com o que se preocupar. O novo malware segue a tendência de ciberataques sofisticados e indetectáveis, como aquelas invasões à caixas eletrônicos que apareceram dentro das máquinas. Elas permitiam que hackers gravassem informações de cartões de crédito sem que o banco ou o cliente soubessem, já que se tratava de hardware instalado dentro do caixa.

Fonte: Kaspersky

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