Cuidado: cópias piratas de Mulan estão sendo usadas para espalhar malwares

Por Felipe Demartini | 21 de Setembro de 2020 às 18h00
Disney

Os filmes voltaram a ser uma arma preferencial dos criminosos digitais, principalmente em um período de pandemia no qual a busca por entretenimento em casa se tornou maior. No momento em que você lê esta reportagem, Mulan aparece na lista dos longas mais baixados da semana e, também, lidera a lista das produções mais usadas pelos bandidos para disseminar malwares para os dispositivos dos usuários.

De acordo com dados da ESET, empresa especializada em detecção de ameaças digitais e segurança, 18 mil arquivos de torrent contendo o longa foram detectados como iscas para espalhar pragas. Os pacotes podem conter o filme, acompanhado dos malwares, ou apenas trazerem os arquivos comprometidos ou links que redirecionam os usuários para sites onde os arquivos maliciosos podem ser baixados.

Segundo os especialistas, o minerador de criptomoedas houdrat é o mais presente nas amostras encontradas pela ESET. Além disso, foram localizadas diferentes instâncias de arquivos LNK, que estão ligados a redirecionadores. Eles podem levar os usuários a sites tomados de anúncios, cujo faturamento vai direto para o bolso dos golpistas, ou incitar o download de soluções maliciosas diversas, com diferentes tipos de atividades.

A escolha de Mulan como um grande vetor de pragas está relacionada não apenas ao hype envolvendo o filme em si, mas também com o fato de o longa não estar disponível oficialmente na maioria dos países. O Disney+, por exemplo, não pode ser acessado do Brasil, e essa é a realidade também da maioria dos países do mundo, o que faz com que o conteúdo pirata seja o único caminho para aqueles que não querem esperar uma chegada oficial da plataforma em seus territórios.

Hackers agiram rapidamente

A ESET ressalta ainda a agilidade dos hackers, que já disponibilizavam arquivos que tentavam se passar pelo longa da Disney quatro dias após o lançamento na plataforma de streaming. São diversos os exemplos e também as pragas localizadas nesse curto período de tempo, com os pesquisadores alertando aos usuários sobre os cuidados que devem ser tomados no momento do download de arquivos pirateados.

“[É preciso] sempre ter em mente os riscos associados ao download deste tipo de conteúdo, uma vez que os cibercriminosos se aproveitam de momentos ou temas de grande interesse para distribuir diferentes códigos maliciosos”, explica Luis Lubeck, especialista em segurança da informação do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina. De acordo com ele, essa não é uma prática nova, como quem está acostumado a baixar torrents já deve saber, mas pode ter ganhado força durante a pandemia.

O ideal é evitar acessar sites não oficiais para realizar baixar conteúdo ou assistir a filmes por streaming. Além disso, soluções de segurança devem estar ativas e atualizadas nos dispositivos usados para download de conteúdo pirata, já que tais softwares são capazes de detectar sites maliciosos ou arquivos e a execução de pragas.

Fonte: ESET  

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